O Lost não nos deu nada que não fosse óbvio pela lógica dos realizadores, que, episódio após episódio, season após season, nos deixavam sempre loucos de dúvidas e questões e teorias. Lost não seria Lost se não fosse assim, a diferença é: não vai haver spoileres da próxima season a alimentar o Verão, isso é difícil de digerir, eu sei (para mim também é).
De qualquer forma, ¿who cares? sobre a origem da luzinha da ilha (ok, muita gente) mas sinceramente, dá igual. A explicação nunca seria suficiente ou suficientemente glamorosa. Além disso, as questões que mais nos apaixonam são aquelas para as quais não temos resposta. Tipo, a morte, a criação do universo, os alienzinhos, e o Lost.
I think i made my point.
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26.5.10
25.5.10
This is just the beginning
E agora terei o prazer de viver como uma série de televisão se vai consolidar definitivamente como cultura popular, tudo o que ainda vamos ouvir e ver e ler, por quanto tempo iremos recomendar Lost aos que ainda vêm aí. Uma coisa é certa, dentro em breve, não ter visto Lost vai ser tão imperdoável como não ter visto o E tudo o vento levou. Uma falha cultural em grande escala.
Um pouco de humor via Lost Portugal
24.5.10
Ou estás comigo ou contra mim
A blogo divide-se entre as pessoas que ontem acompanharam o Lost e as que acompanharam os Globos de Ouro.
Encontrados
Os comentadores que a Cuatro, canal que passou o Lost em directo aqui em Espanha, puseram-se todos a dizer merda assim que acabou o directo dos episódios. Ah que afinal estiveram todos mortos este tempo todo e foi tudo um sonho. WTF? O pai do Jack é bem claro - foi tudo verdade.
Tudo aquilo aconteceu. A história na ilha é verdade, um grupo de pessoas sós (perdidas) vai ter acidentalmente a uma illha (metáfora da solidão e isolamento?) e descobrem que afinal não estão sós, têm-se e querem-se uns aos outros. O fim diz-nos que todos morrem eventualmente, como todos temos que morrer. Muitas personagens vimo-las morrer ao longo destes seis anos, não sem muitas lágrimas e saudade deste lado do ecrã. Outros sabemos que morreram à posteriori deste "The End", e ficam as questões, como sempre aconteceu com Lost. Conseguirá a Kate cumprir o seu objectivo e devolver a Clare o filho? Sawyer reencontra a filha? Poderiam Sawyer e Kate ainda ter uma relação no seu regresso ao mundo real? O avião ficou sem gasolina e morreram logo todos ali? Independentemente das respostas que não sabemos, achei absolutamente lógico e brilhante que a série acabasse com a morte de Jack, aquele olho em grande plano a fechar-se, o sorriso, a certeza de que tinha valido a pena, a certeza de que não morria em vão. Foi com ele que tudo começou, foram os seus olhos que vimos na nossa primera vez com esta série.
A realidade alternativa, ou flash-sideways, isso sim é o purgatório, e depois da tomada de consciência de alguns personagens (outros não estão prontos), vão cruzar para o céu e viver a eternidade ao lado do amor da sua vida. Este fim é sobretudo um final muito, muito cristão. Ainda que outras religiões se possam aqui rever, o final é, sem margem para dúvidas, cristão. A igreja, o caixão vazio, o Christian Shepard, Ben que não entra apesar de ser convidado (decide ficar no purgatório mais algum tempo a redimir-se dos seus pecados), isto é religião pura. Misturada com a antítese da solidão, depois de perdidos, finalmente encontrados para a eternidade.
É claro que todos queríamos mais. É claro que não andámos seis anos a ler foruns e teorias sobre a Dharma e a estátuta e os números e as mulheres que não podiam engravidar na ilha, etc etc, para ficarmos com tudo isto por responder. Mas eu prefiro a abordagem dos autores. Esta é uma série sobre pessoas perdidas na suas vidas, na sua fé, e como tudo o que vão viver naquela ilha lhes permite encontrar um sentido, uma direcção, um caminho. O resto é o resto, e para o resto haverá DVDs com extras, jogos de computadores e filmes (sim, agora estou absolutamente convencida que haverá filmes do Lost). Mas o season finale soube fechar o ciclo aberto no primeiro episódio de uma forma brilhante, comovente e inesperada, apesar de tudo.
Há muitos motivos que fazem do Lost a melhor série de todos os tempos. Por isso, os seus personagens, que tanto sofreram e penaram, que arriscaram e sacrificaram as suas vidas uns pelos outros, e ainda, que tanto nos deram ao longo destes anos, mereciam não morrer sós. Assim foi.
Tudo aquilo aconteceu. A história na ilha é verdade, um grupo de pessoas sós (perdidas) vai ter acidentalmente a uma illha (metáfora da solidão e isolamento?) e descobrem que afinal não estão sós, têm-se e querem-se uns aos outros. O fim diz-nos que todos morrem eventualmente, como todos temos que morrer. Muitas personagens vimo-las morrer ao longo destes seis anos, não sem muitas lágrimas e saudade deste lado do ecrã. Outros sabemos que morreram à posteriori deste "The End", e ficam as questões, como sempre aconteceu com Lost. Conseguirá a Kate cumprir o seu objectivo e devolver a Clare o filho? Sawyer reencontra a filha? Poderiam Sawyer e Kate ainda ter uma relação no seu regresso ao mundo real? O avião ficou sem gasolina e morreram logo todos ali? Independentemente das respostas que não sabemos, achei absolutamente lógico e brilhante que a série acabasse com a morte de Jack, aquele olho em grande plano a fechar-se, o sorriso, a certeza de que tinha valido a pena, a certeza de que não morria em vão. Foi com ele que tudo começou, foram os seus olhos que vimos na nossa primera vez com esta série.
A realidade alternativa, ou flash-sideways, isso sim é o purgatório, e depois da tomada de consciência de alguns personagens (outros não estão prontos), vão cruzar para o céu e viver a eternidade ao lado do amor da sua vida. Este fim é sobretudo um final muito, muito cristão. Ainda que outras religiões se possam aqui rever, o final é, sem margem para dúvidas, cristão. A igreja, o caixão vazio, o Christian Shepard, Ben que não entra apesar de ser convidado (decide ficar no purgatório mais algum tempo a redimir-se dos seus pecados), isto é religião pura. Misturada com a antítese da solidão, depois de perdidos, finalmente encontrados para a eternidade.
É claro que todos queríamos mais. É claro que não andámos seis anos a ler foruns e teorias sobre a Dharma e a estátuta e os números e as mulheres que não podiam engravidar na ilha, etc etc, para ficarmos com tudo isto por responder. Mas eu prefiro a abordagem dos autores. Esta é uma série sobre pessoas perdidas na suas vidas, na sua fé, e como tudo o que vão viver naquela ilha lhes permite encontrar um sentido, uma direcção, um caminho. O resto é o resto, e para o resto haverá DVDs com extras, jogos de computadores e filmes (sim, agora estou absolutamente convencida que haverá filmes do Lost). Mas o season finale soube fechar o ciclo aberto no primeiro episódio de uma forma brilhante, comovente e inesperada, apesar de tudo.
Há muitos motivos que fazem do Lost a melhor série de todos os tempos. Por isso, os seus personagens, que tanto sofreram e penaram, que arriscaram e sacrificaram as suas vidas uns pelos outros, e ainda, que tanto nos deram ao longo destes anos, mereciam não morrer sós. Assim foi.
15.4.10
Everybody loves Hugo*
E eu não sou excepção.
E depois ele diz coisas adoráveis como esta:
"You and me, trekking through the jungle, on our way to do something we don't quite understand. Good times."
Que é mais ou menos como eu geralmente me sinto perante a vida.
Vou ter saudades do Hugo.
* só para viciados em Lost
8.4.10
AVISO JÁ QUE EM SEGUIDA PODE SER QUE HAJA SPOILERS DO LOST
Bom, se está a ler isto e se é daqueles que anda à espera do fim da série para ver tudo seguido em DVD - by the way, boa ideia - considere-se avisado.
O meu iluminado namorado anda há seis seasons a dizer a toda a gente que no final do Lost "morrem todos menos o Hurley e o Saywer, que no entanto fica sem um olho". Perante a cor amirtilada e pasmos pulmunares das pessoas que, ao imaginarem este macabro cenário, ficam à beira de esticar o pernil com a emoção, eu sempre me apresso a pôr água na fervura de modo fofinho dizendo suavemente "ah, ele está a brincar" (ainda alguém acredita que eu consigo dizer o que quer que seja sendo suave e fofinha?). Bom, para ser mais fiel à realidade, na verdade o que acontece é que fulmino-o com o olhar, chamo-lhe todos os nomes de parvo para baixo e ele rebola a rir qual hiena histérica e presunçosa.
Ora, posto isto e a sete episódios do fim, a evidência da ciência obriga-me a sair do período de negação no qual acampei alegremente nos últimos cinco anos. Isto tem cada vez mais pinta de massacre. Eles vão mesmo morrer todos. Ou quase.
O meu iluminado namorado anda há seis seasons a dizer a toda a gente que no final do Lost "morrem todos menos o Hurley e o Saywer, que no entanto fica sem um olho". Perante a cor amirtilada e pasmos pulmunares das pessoas que, ao imaginarem este macabro cenário, ficam à beira de esticar o pernil com a emoção, eu sempre me apresso a pôr água na fervura de modo fofinho dizendo suavemente "ah, ele está a brincar" (ainda alguém acredita que eu consigo dizer o que quer que seja sendo suave e fofinha?). Bom, para ser mais fiel à realidade, na verdade o que acontece é que fulmino-o com o olhar, chamo-lhe todos os nomes de parvo para baixo e ele rebola a rir qual hiena histérica e presunçosa.
Ora, posto isto e a sete episódios do fim, a evidência da ciência obriga-me a sair do período de negação no qual acampei alegremente nos últimos cinco anos. Isto tem cada vez mais pinta de massacre. Eles vão mesmo morrer todos. Ou quase.
Agora imaginem-no sem um olho.
15.3.10
E de vez em quando
Nos intervalos da excitação de ter um episódio novinho todas as semanas, lembro-me que está quase quase a acabar, e nem sei o que vai ser de mim depois do fim. Aposto que esta vai ser daquelas que, um dia, quando eu tiver filhos em idade de a verem, continuará a ser considerada uma das melhores séries de todos os tempos.
(ver à vontade, não tem spoilers)
3.2.10
LOST
O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou!
Estou completamente histérica! E porquê?
1 - Porque o Lost voltou.
2 - Porque a grandessíssima m***a de net aqui do hotel diz que faltal 12h43m31s para chegar o episódio.
BUAAAAH!
(Pronto, vou dormir, que remédio...)
Estou completamente histérica! E porquê?
1 - Porque o Lost voltou.
2 - Porque a grandessíssima m***a de net aqui do hotel diz que faltal 12h43m31s para chegar o episódio.
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(Pronto, vou dormir, que remédio...)
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