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3.8.10

Prazeres de Verão

1ª ida ao Marquês

2ª ida ao Marquês
Cafezinho decente, queijada de requeijão, taça Veleiro, água com gás: assim se é feliz. Simples, verdade?

2.8.10

Já a 100 metros do mar

Já no céu (leia-se fériaaaaaaaaaaaaaaaaaaas - ou mesmo até - feeeeeeeeeeeeeeeeesta) e com tanta coisa por contar da última semana.

Foi o regresso a Cartagena e a Portman e ao sushi dos Belones e muito mais doses de surrealismo, foram saldos imensos e poderosos, depilações e pedicures de última da hora, e o mais maravilhoso, um salvamento in-extremis de mãe gata esquelética e seis (mas agora já só cinco) mini-gatos de olhitos ainda por abrir. Umas criaturas fragéis e maravilhosas e agora com possibilidades de futuro. Uma linda ninhada, duas tricolores preciosas, um amarelo e dois tigres. Lá para o fim de Setembro estão prontos para adoptar as suas novas famílias, quem quiser é melhor candidatar-se já, desde que, claro, cumpra os requisitos 5 estrelas para adoptar gatos que me passam pelas mãos.

Dia 14 é o meu aniversário, portanto é favor aparecer em Porto Covo para me pagarem uma taça Ilha. Ou uma queijada de requeijão. Ou até mesmo um jantar no Marquês.

Até já!

22.7.10

A mala dele está quase pronta

1. Ténis;
2. Chanatas;
3. Sapato betufo de verão;
4. Calção de Banho;
5. Um par extra de calças;
6. Calção de Ganga enviado pela tua mãe para experimentares;
7. Artigos de higiente;
8. Chilli powder;
9. Máquina fotográfica;
10. Aparentemente, também levo o gato Suances, que está ali muito entretido dentro da mala.

Esqueci-me de algo? (diz ele)

Agora digo eu:
gosto particularmente dos pontos 2 (chanata, ah ah ah), 6 (roupinha nova) e 10 (sempre a mania das malas!)

16.7.10

Não apenas paranóias de frequent flyer

Fico sempre na parte da frente do avião. O mais atrás que fico é por cima das asas. O mais longe que me sento de uma saída de emergência são quatro filas. E, obviamente, sempre no corredor.

Estatísticas de sobreviventes de acidentes áereos, meus queridos. Tanga ou não, os da cauda são os primeiros a esticar o pernil.

(Já expliquei que a minha cena com as estatísticas, pelo menos uma vez.)

3.7.10

Ainda Leiden

Ouvi dizer que estão 30ºC em Leiden e logo me deu vontade de voltar.  Leiden é uma cidade mimosa, minorca e o sol cai-lhe de maravilha. É tudo muito bonito e arranjadinho, e como vim a descobrir, também o berço do Rembrant. No entanto, depois de imaginar o mesmo nivel de humidade relativa (considerável, talvez 50%) com -10ºC e semanas seguidas sem ver o sol... hum, pois, já não fico assim tão encantada. É assim, os outros países podem até ser banhado a ouro (leia-se mais qualidade de vida), mas aqui no sul temos sol e céu azul, mesmo nos gélidos dias de Inverno.
Passatempos dos leidianos no Verão: andar de barco nos canais ou...

...até mesmo, dar concertos em barcos, nos canais. Uns malucos, portanto.

Um moinho, claro, como não, e uma gaivota (as gaivotas de Leiden são arraçadas de macacos, roubam gelados às pessoas).

E agora é preciso descer do moinho (actividade também conhecida por slide à holandesa).

28.6.10

Maggie na Holanda

Melhores momentos:
- O bacalhau da Luna (prova em baixo, sem segundas intenções).

- A Petzi (Andorinha, também és uma fixe, mas a Petzi rules, pronto).

- As portas das casas de Leiden com buraquinhos pequeninos especialmente feitos para os gatos poderem entrar e sair a seu belo prazer. Um mimo.

- Os holandeses a dançarem (homens e mulheres, adá igual, quilo não tem ponta por onde se pegue, for god sake, como é que eles se reproduzem com tanta falta de sensualidade)?

- A praia!!!! Sim, a praia!!! Até me custa a acreditar que fui à praia na Holanda. É que foi mesmo bom.

Bacalhauzinho saboroso!

Petzi, cadela top-model!


Isto não é a Costa da Caparica, ok?

14.6.10

Com tanta viagem tinha de dar nisto...

Ontem lá estava eu toda contente (e ainda algo atordoada depois da noite dos Santos) a preparar-me para fazer o check in online do voo de hoje, e eis quando acontece algo que segundo os meus padrões de exigência organizativa seria totalmente impensável acontecer(-me), nesta ou em qualquer outra vida ou tempo algum. Simplesmente, não havia reserva de voo nenhuma. Simple as that, eu não tinha voo para regressar a Madrid. Logo comecei a transpirar, que afinal a perspectiva de ficar presa em Lisboa com tanta vuvuzela à solta (finalmente sei como soam, weee...) não era de todo animadora.

Mas afinal a coisa correu muito bem, nem sequer tive de bombar trezentos euros por um voo de volta na TAP à última da hora, já que está totalmente fora de questão vir na EasyJet, nem que estejam a pagar-me para ficar com os bilhetes. Odeio-os de morte, sim, e vai para mais de um ano que fiz um voto de não voar mais com eles e até agora, com as histórias que tenho ouvido, não me arrependi.

Mas no final de contas a fofinha da minha Iberiazinha do meu coração tinha lugares no voo de ontem à noite a um preço muito razoável (com a volta marcada para Novembro - regra de ouro: nunca marcar só viagens de ida numa companhia tradicional, sempre ida e volta).

26.5.10

Amei

Faço um parêntisis nesta verborreia Lostiana (sim, ainda vem mais) para partilhar que o meu fim-de-semana em Murillo de Gállego, em Aragón, perto de Huesca, foi espectacular e que era tudo muito mais bonito do que eu podia imaginar. Estou oficialmente in love por Aragón, pelo pré-pirinéu, pelas actividades de rio e pelas casas rurais. Isto, creio, é mais um passo importante no meu processo de hermanização total. Eu programo fins-de-semana de bom tempo para ir para a montanha, em vez de para a praia. E no fim ainda adoro e choro por mais. Estou cada vez mais satisfeita com a minha decisão de este ano mantar-me mais caseirinha e andar por fora cá dentro (sendo que o meu cá dentro engloba toda a península ibérica), depois do exagero de viagens do ano passado. Tenho milhares de fotos, por isso a selecção fica para mais tarde, ok?

21.5.10

Fim-de-semana radical

A caminho dos Pirinéus, para fazer rafting nás águas do rio Gállego, muita dela proveniente das montanhas onde em Fevereiro estive a esquiar. Prevê-se também boa comida, álcool, jogos até às tantas da manhã, enfim, regabofe mascarado de actividades na natureza. Vai ser bonito, vai.

Indo eu, indo eu
A caminho do Pirinéu
Vou com dois chatos no carro
E com outra com o mesmo nome que eu!

(Não deu para continuar porque a malta não me deixa cantar, são uns bandidos.)

18.5.10

ABS surreal

Depois de dois dias a decidir como "emprateleirar" Cartagena (ou pelo menos o fim-de-semana que lá passei) acho não restam dúvidas de que foi assim parecido como as conversas da Bluebluesky. Surreal. Ou até mesmo (sur)real ou, como se diz em português, (sul)real.

Os meus amigos, grandes amigos, não sei se melhores que os vossos mas também não me interessa porque, seja como for, são meus e é a mim que mimam, vivem num dos vários campos de golfe que por ali existem. Tipo, têm jacuzzi no terraço e um corredor da largura da minha sala. Luxo e boa vida, check.

Depois, centro de Cartagena, arranjadinho, ou talvez seja melhor dizer que o epicentro de Cartagena está arranjadinho (dinheirinho da refinaria, ah pois é) mas depois, espreitando pelas transversais à rua principal vê-se mato e prédios devolutos e prédios muito feios cuja construção jamais deveria ter sido permitida em tempo algum. A metade do anfiteatro que sobreviveu ao tsunami da construção está afundada no meio de prédios mas, no meio da tristeza que sinto por ver património histórico tão maltratado, quase que me sinto também contente, gosto sempre quando vejo coisas piores que em Portugal. É um sentimento rasca, eu sei. Corrupção e pressão urbanística, check.

Almoçamos num restaurante de aspecto duvidoso mas com comida absolutamente fabulosa, até os tomates, e eu não sou muito amiga de tomates, mas a sério, que maravilha, um digníssimo manjar dos deuses, tenho a dizer. Tal foi a glutisse que só tirei foto aos restos do primeiro prato. Gastronomia, check.

As obras da refinaria nova são outra festa para os meus sentidos - sorry, sou engenheira química e sim, as fábricas são lindas quando são novas e/ou bem tratadas (alguém acha feia a torre de cracking catalítico que foi recuperada e está plantada no meio do Parque das Nações?). A refinaria está mesmo a ficar linda e é tudo enorme, o coker é tãooo imponente, a flare são na realidade três muito juntinhas, um mimo. Indústria, check.

Continuando o passeio e agradecendo aos céus ter-me presenteado amigos que me mostram a realidade e não apenas os campos de golfe, damos um passeio pelas serras esquartejadas por antigas minas desactivadas. Um horror, um cenário mad maxiano, no mínimo. É que não dá para explicar, só visto.
E chegamos ao creme de la creme mas ao contrário, a antiga baía de Portman, ex-futuro património da humanidade, actualmente um pântano à espera que alguém se lembre de restaurar os danos resultantes de décadas de descargas da porcaria mineira, se é que tal é possivel, afinal a natureza não é uma cadeira e um restauro não permite anular as barbaridades do passado. Crimes contra a humanidade, check.

A aldeia de Portman vai pela mesma linha, um lugarejo feio de vivendas com piscinas e cães e gatos cadavéricos (tão a ver as fotos dos judeus em campos de concentração? isso) a vaguear por ali. Um horror, já sabem que a mim a questão dos animais (e a indiferença das pessoas e dos governos) revolta-me especialmente. Desrespeito pela vida animal, check.

Andamos três kilometros e estamos outra vez nos campos de golfe, foi como mudar de canal, trocar o chip, ligar a playstation, eu sei lá, é impossível que aquilo seja tudo o mesmo mundo, tão perto e tão longe, mas como, como? Surrealismo se ainda havia dúvidas, check.

À noite, noutro pueblo de mala muerte, descobrimos o melhor restaurante de sushi de todos os tempos. Mais uma pitada de surrealismo, pois. Como ali? Em Los Belones, seriously? Sushi? Bom? Não, não bom, estou mesmo a falar de mais outro manjar dos deuses. Mais gastronomia e surrealismo, duplo check.

O dia de praia foi o primeiro e foi bom, muito bom, a praia era recôndita e engraçada, a companhia fabulosa, a água limpa, os montes bonitos e imponentes. Torrar ao sol, check.

Mas ali ao lado está La Manga, uma língua de terra rodeada de mar que assim vista de longe mais parece um mini Dubai, mais da mesma fúria urbanística, mais corrupção e deixa construir, alto e grande, que é para render. Mais checks seja do que for, que me perdi.

Enfim, foi assim o meu fim-de-semana. Meio doce, meio amargo. Meio quero voltar a correr na sexta-feira, meio nunca mais te ponho os olhos em cima. Contas feitas, acho que vale a pena, ainda que seja por acaso ou circunstânica, conhecer estas terras improváveis, estes emaranhados do que é e do que podia ter sido. Há sempre mais mundos para além daqueles com que sonhamos. Isto era só um fim-de-semana na praia, Margarida, e tu a dar-lhe com as teorias de quantos mundos o mundo tem. Desta não estavas à espera. Vai buscar, check.

17.5.10

16 Maio 2010




Ontem, portanto. Abertura oficial da "minha" época balnear, este ano em águas mediterrânicas (como fazem os hermanos). A água do mediterrâneo em Maio é como a água do Atlântico no melhor dia de Agosto. E eu branca como a cal, mas com um bikini maravilhoso que me uma das minhas amigalhaças me trouxe do Rio em Novembro. Assim até dá gosto pôr-se em forma.

14.5.10

Cartagena



Quase quase quase a chegar (e a bateria do computador a pifar).

Bom fim-de-semana, até já!

13.5.10

I (want) to believe I can fly

Ouvi dizer (ainda quero googlar sobre isso, não vá ser um daqueles mitos urbanos bem congeminados) que da última vez que o vulcãozinho islandês esteve activo (tipo há uns 80 anos), esteve-o (activo, portanto) durante - wait for it - 2, dois, D-O-I-S anos.

Encontro-me oficalmente em estado generalizado de pânico (e crises de ansiedade profundas).

10.5.10

Já em Madrid

Bolas, isto foi um dia longo. Espero que à cinza vulcânica não lhe dê para isto todas as segundas.  Fora isso, estou viva e pronta para outra.

Dois apontamentos:
- sim, eu sei que o Benfica ganhou (e ganhou bem) e que a comemoração é importante, mas pareceu-me um bocado excessivo que às 8 da manhã de hoje SÓ dessem parolos bêbedos a fazerem figuras tristes, e notícias úteis a avisar as pessoas que o aeroporto estava fechado, nicles batatóides;
- mais escandaloso mesmo, só a página da ANA, que não se dignava a avisar os passageiros do sucedido. Basicamente, descobri que na Portela não se voava na página da AENA (a ANA espanhola). Vai buscar.

À espera de embarcar (not)

Pedi a todos os santinhos que a nuvem de cinzas não chegasse a Madria, e a bandida, armada em esperta, chegou a Lisboa!!! Que bommmm! Lá vou eu ter que ir de carro para Madrid, que divertido. Bom, até pode ser que sim, que vamos ser três, e toda a gente sabe que mais vale bem acompanhada que só.

17.4.10

World is a beta site

Nos filmes apocalípicos são sempre coisas realmente importantes que fazem colapsar o mundo, tipo meteoritos gigantes ou o núcleo da terra derreter. Na verdade é tudo muito mais simples: um vulcão na Islândia colapsa a Europa. Está bem, é um senhor vulcão, e que as cinzas derretem no motor dos aviões e kaput mas ainda assim, é um vulcão, não são aliens assassinos nem o dia do juízo final (motivos considerados razoáveis para justificar a paralização do espaço áereo europeu).

E agora lá vem tudo a correr para sul, ui, como está Barajas, e nem quero imaginar El Prat e a Portela. Venham,venham que estamos em crise e vem mesmo a calhar encher os nossos hotéis de executivos desesperados. E aprendam a não estar sempre a desdenhar dos povos mediterrânicos que nunca se sabe quando precisamos uns dos outros.

É como dizia no Linux no outro dia, World is a beta site. Ou assim de forma mais comezinha, como diz a minha avó, uma pessoa nunca sabe o dia de amanhã.

19.3.10

Lisboa

Hermanos de visita à grande alface, dias loucos pelas ruas de Lisboa.

Bom fim-de-semana!

4.3.10

Estou a ser injusta

Eu gosto muito da minha mala de cabine, é linda de morrer, espectacularmente bem terminada e resistente com'ó raio,  e tem aguentado de tudo a desgraçada. Esta mala é a minha cara e cada viagem é um prazer acrescentado, só de ver os olhares gulosos das outras tipas no aeroporto. Pronto, cenas de gaja, já sei.

Samsonite Black Label Vintage Spinner

Não há malas que me sirvam

Só tenho pena de não poder enfiar na mala as pessoas que contam (e nas pessoas que contam incluem-se obviamente os meus gatarrões). Já inventavam algo para me ajudar, esses os que tudo inventam.

(Ou como diz a minha avó, "Cruzes credo, não há nada que eles não se lembrem!")

12.2.10

FotoJaca 2010

A Catedral de Jaca


O caminho de Santiago também passa por aqui.

A entrada do castelo: o fosso nunca teve água, na verdade eles usavam o fosso para lutar.

"Todo por la patria!"

A praça de armas, dedicada ao fofinho do Filipe.

Um detalhe do interior.

Um dos comandantes do castelo, que além de baixote, era filho legítimo (cabeça virada para a direita), nobre (duas almofadinhas) e morreu não a combater (capacete aos pés). O que se pode saber de um caixão! Isto foi o prelúdio da imprensa rosa...

A bandeira das armadas espanholas, ¿como no?