24.4.08

Os caracóis também fazem amor

Todo, todo, todo, todo, yo quiero contigo todo. Poco, muy poco a poco, poco, que venga la magia y estemos solos, solos, solos, solos, yo quiero contigo sólo, solos rozándonos todo, sudando, cachondos, volviéndonos locos, teniendo cachorros, clavarnos los ojos, bebernos a morro.

23.4.08

Dia do Livro



E porque hoje é o Dia do Livro, aproveitei para comprar a recém-lançada sequela do bestseller "La sombra del Viento", o primeiro livro que li em espanhol. Lindo lindo lindo. Mal posso esperar por começar o "El juego del ángel". Aliás, é mesmo isso que vou fazer. Vou ler. Até logo!

22.4.08

A propósito, nunca referi que não uso corrector ortográfico em português. O facto de escrever muito em espanhol faz-me confundir muitos acentos e palavras e portanto obrigo-me a escrever sem a ajuda do corrector, de modo a estar mais atenta e não "perder" o português. Sendo assim, agradeço que me avisem dos erros que encontrem (pelo menos dos mais flagrantes e vergonhosos :)).

16.4.08

Arte?

Carla Bruni por Michel Comte, 1992


Pode ser a fotografia considerada arte? A discussão continua viva nos nossos dias... em relação a esta foto, não sei se é arte, mas é um bonito nu. E, por sinal, de luxo:foi leiloado pela simbólica quantia de $91000.

15.4.08

Anúncio de Emprego

Como se pode ver, oportunidades não faltam por estas bandas (os 8% de desemprego é tudo malta da construção e das imobiliárias). Se até têm de pagar para arranjar alguém que se disponha a parasitar pelo mundial de Fórmula 1 durante uns meses, já podem imaginar...

Mas pensando bem, isto não é pêra doce. Este ingénuo e simpático anúncio é um autêntico lobo com pele de cordeiro. Analisemos em detalhe os requisitos do posto: para começar, "Ser autêntico fã do Fernando Alonso."... hum... difícil. Da maneira que aquele gajo é enjoadinho e mimado? Quem é que os vai convencer que é um verdadeiro fã? Já vão ver, ao fim de uma semana andam o Alonso e o fã à estalada por tudo e por nada.

"Aptitudes comunicativas y de relación, don de gente." Lá está, aqui já estão, subliminarmente, a avisar, há que ter paciência para o Alonso, falar-lhe com jeitinho, fazer-lhe as vontadinhas... não tem nada a ver com andar na boa vai ela com as jeitosas das promotoras, não não, isso é o que os da ING querem que o pobre desempregado pense, aldrabões.

"Disponibilidad para viajar con el equipo alrededor del mundo." Gente parasita e gente com vontade de parasitar abunda, mas que reúna também as anteriores condições? A ING nem sabe a alhada em que se meteu ao prometer um fã de estimação ao Alonso.

Bom, eu publico o anúncio porque sei que as coisas não andam muito bem por terras lusas, talvez encha as medidas a alguém... mas o aviso fica dado: cuidado com o que desejam. Se, ainda assim, quiserem mandar CV, não venham depois com lamentações. Já dizia o meu amigo Hélder, "cada um tem o que merece" (que frase mais estúpida, por certo).

12.4.08

Bons ventos

Hoje Zapatero apresentou o seu novo governo. Quando vim para Espanha não ia muito à bola com ele, mas a verdade é que pouco a pouco tem vindo a conquistar a minha simpatia (e que fique claro que não tem nada a ver com a promessa eleitoral da devolução de 400€ de impostos a cada pessoa, que me pareceu perfeitamente despropositada e ridícula). Claro que o Rajoy também dá uma ajudinha. É certo que comparativamente falando, o Rajoy encontra-se a muitos anos-luz de qualquer dos actuais protagonistas da direita portuguesa, mas aquele discurso conservador-catastrófico-anti-imigração dele falado em "belfês", ora me dá vontade de rir ou de chorar, mas nenhuma das duas é uma reacção muito positiva, politicamente falando. Hoje o Zapatero deu-me uma alegria infinita, pois provou o que eu defendo há muito em acaloradas discussões (sim, tonta, continuo a gastar o meu latim). Um homem feminista não aparenta ser nem rabeta nem parvo. Mais, é extremamente sexy e também, um sinal óbvio de inteligência. Ser feminista nos dias de hoje é tão simplesmente defender a igualdade de direitos e deveres da população, sejam mulheres ou homens. Tão simples quanto isto. E, vá-se lá perceber, tão difícil de encaixar para tanta gente. (Um parêntisis: o mais assustador é que isto não é só um problema de velhos de outros tempos com outra educação, etc., etc.. Lembro-me perfeitamente que vários dos meus colegas da Direcção da AEIST diziam-me, em tom trocista, que "isso" da desigualdade já não existia e que era coisa da minha cabeça. E algumas das meninas defendiam, com ar chocado, revirando os olhos e abanando, que eram "completamente contra" o feminismo - como se falassem de uma peça de roupa démodé.) Mas afinal, porque estou tão contente com o Zapa? É que hoje, dia 12 de Abril de 2008, é um dia histórico. O governo espanhol tem, pela primeira vez, mais mulheres (nove) que homens (oito). Mas mais importante que o número, é o facto de, também pela primeira vez em Espanha, uma mulher ser titular da pasta da Defesa. E isto não fica por aqui: a dita senhora, Carme Chacón, tem 37 anos, dará à luz no Verão e portanto utilizará a licença de parto durante o exercício da legislatura. Foi ainda criado o Ministério da Igualdade, e a ministra escolhida, Bibiana Aido, é uma jovem de 31 anos! Ora digam-me se isto não é um sinal dos tempos? As coisas vão mudando, pouco a pouco, vão-se tornando mais normais, mais aceites, e nada como um bom exemplo vindo de cima para potenciar mudanças. É verdade que as questões mais flagrantes de desigualdade estão mais abaixo, onde precisamente é mais difícil chegar, mas raios, é preciso começar por algum lado. E Espanha já há muito que tem várias mulheres no Parlamento e no Governo. (Perguntinha politicamente incorrecta: será também por isto que Espanha está onde está... e nós... enfim... estamos onde estamos?) Caro José Sócrates, tu que és tão buddy do Zapa, olha-me para este exemplo de modernidade e segue-o, por favor (sim, que as eleições, essas, já as ganhaste). Mas não te limites a pôr mais mulheres no executivo, não, que mulheres incompetentes também as há, e aposto que muitas até estão na "máquina". Por não és original e fazes um processo de selecção? Há tantas mulheres competentes, honestas, sem os vícios político-partidários dos militantes e que ainda para mais te fizeram o favor de não ficar em Portugal a parasitar e a engordar os números do desemprego... Olha, quanto a mim, contento-me com a pasta do Ambiente!!! E vendo bem as coisas, faço 28 anos ainda este ano, já não sou assim tão nova e inexperiente... Pelo mesmo que ganho aqui mudo-me Lisboa e ainda me sujeito a ser criticada, incompreendida e humilhada na imprensa e nas ruas diariamente (que o povo e os jornalistas são tudo gente da mesma raça). E tudo isto porquê? Porque tenho ganas de fazer alguma coisa decente pelo meu querido Portugal, que nunca me deu uma oportunidade para nada, mas ainda assim, não percebo, é o país que tenho no meu coração (isto soa a canção de emigras, medo). Aposto que patriotismo deste, nos gatos gordos que populam a política, não o vês todos os dias. Caro José, se estiveres interessado, contacta-me para o hamaismundos@gmail.com. (E se alguém conhece o Sócrates avise-o disto, por favor, não vá ser que logo hoje ele não passe por aqui). Estou feliz.

11.4.08

A minha vida...

... é composta por muitos, infidáveis e intermináveis P&IDs (Piping & Instrumentation Diagrams). Não pensei que o nome dado a esta fase do projecto - engenharia de detalhe - fosse tão absolutamente verdadeiro. Agora sim, sei o significado de "detalhe". Há sempre mais uma correcção, mais uma inconsistência, mais uma recomendação do licenciante, mais um pedido do cliente, mais um hold, mais uma nota, mais um typo, mais outro typo, mais um cost saving, mais alguma coisinha irritante mas importante para o correcto e óptimo e seguro e não-poluente funcionamento da futura fábrica. Enquanto a porra do complexo não fica construído e a funcionar, não há luz ao fundo do túnel. Que muito se aprende, é verdade e valorizo-o, mas sinceramente, os meus neurónios estão muito cansadinhos desta trabalheira toda. Depois disto, um MBA é canja. PS - Ah, é verdade, descobri que o Bush tem um MBA de Harvard. Aqueles tipos deviam ser encerrados por crimes contra a humanidade.

9.4.08

Controvérsia

Controvérsias - Uma História Ética e Jurídica da Fotografia é a nova exposição que pode ser visitada no Musée de l’Elysée, em Lausanne, até ao final do mês de Maio. Imperdível, pelo menos para quem está ali pela zona. Eu não vou poder fazer mais que esperar que esta exposição tenha muito êxito (previsível), e mais tarde a decidam repetir aqui na penísula.

Acho que não se nota muito, mas eu adoro fotografia. Mas gosto sobretudo da fotografia pelas palavras que são ditas sem serem escritas, por tudo o que uma foto pode encerrar de significado e de história. É por isso que é-me difícil gostar de uma foto que seja simplesmente bonita (mesmo que sejam de gatinhos) e, ao invés, tenho uma espécie de reacção pavloviana a uma foto forte, sinto-me a salivar e fico excitada com a quantidade de sinapses, que, de repente, o meu cérebro bombardeia.

Lembro-me que, há uns anos, no âmbito de uma cadeira opcional chamada Limites da Ciência - Arte, Tecnologia e Sociedade (vulgo ECATS, que saudades do Jorge Calado), fiz um trabalho sobre a obra Alice no País das Maravilhas. Fartei-me de ler coisas sobre o Lewis Carroll, e no meio de tudo aquilo comprei um livro chamado Meninas. Ora, para quem não sabe, Lewis Carroll gostava muito de meninas. Alice no País das Maravilhas foi baseado e escrito para Alice Lidell, que Lewis costumava levar ao teatro, a beber chá, etc. Quando os meus olhos se pousaram naquele livro, repleto de fotos de meninas (inclusivamente alguns nus), não pude resistir-me a um sentimento de nojo profundo, porque, sinceramente, aquilo não me pareceu mais que pedofilia disfarçada de, de, de... não sei, nem sei bem o que senti.

Mas claro, isto é um sintoma dos nossos dias. Há dez anos, quantos portugueses de classe média conheciam a palavra pedofilia? Hoje tudo se tornou um tabu, e não é que as coisas aconteçam mais, é simplesmente porque agora as notícias circulam. Todo e qualquer gesto em relação a uma criança passou a ser visto com desconfiança, e eu nem sequer o posso criticar, é compreensível.

Mas não sei, ao mesmo tempo não sei o que pensar. Não sou psicóloga, não estudo o comportamento humano, mas eu gostava tanto dos desenhos animados da Alice que a mera possibilidade (não comprovada) de que aquilo tudo pudesse ter, por trás, uma história de abuso sexual de menores, irrita-me e baralha-me os valores. (Mas isto também é outro problema nosso, tendemos a imaginar os artistas e cientistas como pessoas "boas", mas normalmente só a sua obra foi boa, a maioria foram - e são - uns filhos da puta.)

Nesta exposição estão muitos tipos de fotos controversas. Lembram-se da foto da freira a beijar o padre, da Benetton? A mão "arrancada" de um qualquer corpo do 11 de Setembro, que quebrou o acordo de se não mostrarem os mortos na imprensa? Mas também lá estão nus de meninas, (passe a controvérsia) escolha lógica e acertada dada a actual importância do tema, tão discutido, tão debatido e teorizado, da pedofilia.

Está lá a Brooke Shields (aos dez anos e com cara de adulta!), mas chamou-me mais a atenção a foto de um americano, Jock Sturges, especialista em nus de adolescentes que teve inúmeros problemas com a justiça e que finalmente viu reconhecida em tribunal a natureza artística do seu trabalho. A propósito disto, afirmou que seria impossível voltar a fazer as suas fotos no "mundo actual".

O que me leva a questionar: em parte, não será nosso o problema? Não está o nosso "mundo actual" a ver pecados em tudo? A proibir em demasia? Será que, realmente, tudo o que se decide que é mau é realmente mau? Ou será que é apenas um artifício para pensarmos que assim estamos mais protegidos contra o "verdadeiramente" mau e contra os "verdadeiros" maus? Contas feitas, estaremos mesmo?

Christina, Misty and Alisa, Sturges, 1989

8.4.08

Arroz grátis

Com o mundo cada vez mais alarmado com a subida do preço do arroz (48% no primeiro trimestre de 2008, a maior subida dos últimos 14 anos) todos temos mais uma (boa) desculpa para não nos limitarmos a ser formiguinhas indiferentes à história do mundo e contribuirmos para minimizar o sofrimento dos que menos têm.
Há uma maneira muito fácil e original de ajudar. Ainda por cima divertida. E ainda por cima aprendemos.

Há pouco descobri o Free Rice, um site onde, além de se aprender montões de vocabulário (ou pelo menos comprovar o que se sabe), estamos a ajudar activamente na luta contra a fome e a pobreza extremas.

É ver para crer. Ainda por cima, viciante.


Nota: A página e o vocabulário são em inglês. Os professores desse Portugal salgado não gostariam de ter ideias assim giras e fazer qualquer coisa de útil, já que a maioria tanto reclama e tão mal ensina?

7.4.08

Foi há um ano...

Gata Xana, retirada da rua a ponto de parir, com os seus seis recém-nascidos, hoje gatos e gatas felizes, bem cuidados e bem amados. Foi uma experìência inesquecivel cuidar destas coisinhas mai lindas. Foi mesmo.

2.4.08

A fiesta nunca acaba!

"Perante tal condensado de más notícias, que se segue a uma série de empresas do sector imobiliário a entrarem em dificuldades, mal se compreende como, apesar de tudo, os espanhóis continuam a luzir, nas ruas, a sua proverbial alegria de viver." Cara Luísa Bessa: hellooooooooooooooooooo!?!?! "Mal se compreende" como??? Por acaso Espanha já não é a sétima potência mundial? Por acaso Espanha deixou de crescer??? Por acaso Espanha chegou onde chegou a cantar o fado??? O que é triste é ver-nos a nós, invejosos e mesquinhos na nossa esquina da Península Ibérica, a não "compreendermos" como é que eles conseguem, apesar de tantas "más notícias", continuarem a "luzir, na rua, a sua proverbial alegria de viver". Não há derrota em guerra alguma, ditadura, crise económica ou atentado terrorista que arranque a festa do corpo desta gente. Lição número 1 do manual: se habla mal de españa, es español. Lição número 2 do manual: sigue bailando mientras lo hace. Um conselho: venha passar um fim-de-semana a Madrid que isso passa. Atentamente, Margarida Constantino

1.4.08

Mais uma boa razão para passar por Madrid...

... pode ser que se cruzem com esta menina, à saída das suas aulas de representação.

PS - O facto de Madrid ter para aí umas seis vezes mais população que Lisboa, não tem nada a ver. Já se sabe que os emigras (principalmente os tugas) descobrem-se mutuamente como por magia. Se for magia da boa, até pode ser que vos saia a Soraia na rifa!

30.3.08

Seis insignificâncias sobre mim

Esta ideia é contraditória. Se realmente fossem coisas insignificantes, não nos lembrariamos delas, não é? Assim, prefiro dizer que são aparentemente insignificâncias, deixando em aberto a importância que cada uma tem na definição daquilo que realmente somos. E o que somos é isso mesmo, pequenas gotas de existência que na sua soma são mais que as partes. Ao invês de definições grandes e completas e cheias de sentido. Ora aqui vai. Estive a muito pouco de chamar-me "Anelise", o nome da protagonista do livro que a minha mãe estava a ler naquelas semanas anteriores ao meu nascimento. Felizmente, ela fez uma análise acertada das consequências traumáticas que tal nome teria sobre mim. Chamo-me Ana Margarida. Com três anos "lia" livros (normalmente ao contrário), deitada ao lado da minha mãe, enquanto ela lia os seus. Tinha o cuidado de virar a página exactamente no momento em que ela o fazia. Li os livros todos da colecção "Uma aventura..." entre os sete e os oito anos. Costumava ler um livro inteiro numa tarde de domingo. Sempre os achei um bocado curtos, mas gostava das gémeas e sonhava ter uma. O livro que mais me marcou e seguramente um dos que mais intensamente me influenciou foi "Medo de Voar" de Erica Jong. Li-o no Verão do meu 14º aniversário. Mantive um diário entre os 11 e os 16 anos. A minha sede de escrever esgotava-me e preenchia-me permanentemente. Era como se realmente não tivesse vivido as coisas antes de as passar para o papel. Nesses anos escrevi coisas com uma profundidade que nunca mais consegui voltar a alcançar. Estou a ler (finalmente) "O Amante de Lady Chatterley", e continua a surpreender-me que D.H. Lawrence fosse um homem. Afinal, eles não são todos iguais. Muito obrigada à CS por me ter enviado esta corrente tão interessante, e um milhão de desculpas pelo atraso de um mês (!!!). Não há nada a fazer, sou uma incorrigível bloguista desnaturada. Passo a corrente a todos os que gostem de um pouco de psicanálise, que estas correntes dão sempre para isso!

29.3.08

Back

Pois é, o que é bom acaba depressa. Já estou de volta à cidade, ao trabalho, à dura vida de uma engenheira de processo. Como já vem sendo hábito, se passo mais de 2 dias em Portugal volto irritada, nostálgica, cansada de morte, e, esta semana, também com dores de garganta.

Não percebo, há dentro de mim duas saudades que me atormentam: a saudade do emigrante e a saudade do retornado. São saudades contrárias e poderosas, assim que, esteja onde estiver, tenho sempre saudades de alguma coisa. Raio de alma lusitana a minha. Isto é fado.

Quando voltei para Portugal, depois das minhas estadias na Bélgica (em 2005) e em Espanha (em 2006), não via a hora de me ir embora. Sentia-me constantemente defraudada com o meu país, achava que só fora podia ser feliz e crescer sob todos os pontos de vista fora de Portugal. E por isso voltei a sair. E sei que pelo menos por mais alguns anos serei uma emigra feliz e realizada. Mas quando passo uns dias na minha Lisboa linda e preciosa, custa-me tanto voltar... parece sempre que é pouco.

Às vezes penso que devia ir menos vezes para não me acontecer isto. Mas não posso, não posso... Seja como for, o sítio onde gosto mais de acordar continua a ser na minha caminha que está em casa dos meus pais. É a felicidade mais tranquila que tenho, aquela cama. Sei que ali poderei sempre voltar, aconteça o que acontecer. E afinal, não é a isso que se chama lar?

20.3.08

Já cá estou...


...e qual filha pródiga regressada à casa materna, resolvi vir de carro, o que, obviamente, tem os seus senãos. Como os primeiros 4 milhões de pessoas já tinham deixado Madrid em direcção aos seus respectivos pueblos na sexta-feira passada, ontem só faltavam os restantes 2 milhões, e portanto "só" demorei 2 horas a fazer os primeiros 30 km da saída da capital do império (e isto que tínhamos mais uma das faixas do sentido contrário).

Quem conhece Madrid sabe (quiçá até por experiência própria), que podia ter sido muuuuuuuuuuito pior. E pelo sim, pelo não, já estou a fazer contas de chegar a Madrid por volta da 1 da manhã no próximo domingo. Até lá a minha Lisboa, os meus gatos, a minha caminha, os meus amigos. Santo fim-de-semana! :)

16.3.08

Eu dou que pensar...


...pelo menos a uma pessoa. Isto vai com um atraso indecente, mas aqui vai o meu mais sincero OBRIGADA à Restelo, pelo prémio "Uma mulher que me faz pensar". Acho que tão interessante prémio merece uma acção na mesma linha, e por isso decidi que, pelo menos uma vez por semana, vou tentar produzir um texto decente, que isto anda um bocado fraquinho (ok, vá, muito fraquinho...)
Detesto ter que admitir isto, mas está claro que a minha produção bloguista é inversamente proporcional ao número de deadlines no trabalho...

9.3.08

Bem resumido, é isto.

Viva o Chiki Chiki!

Os hermanos, já habituados às más figuras que têm feito na Eurovisão, resolveram deixar ao povão a decisão. E o povão, com o optimismo e sentido de humor que o caracteriza aqui deste lado da fronteira, resolveu avacalhar com o sistema. Mas à grande, entenda-se. Muito bom. Isto vai ser o hit do Verão, está-se mesmo a ver. PS - Mais detalhes sobre a história da Eurovisão em Espanha neste post da Rititi.

7.3.08

Raio de semana...

Poça! Vai uma pessoa de férias uns diazinhos e na volta tem uma semana inteira de joint review com o cliente, assim à laia de "vens contente? vens descansada? então toma lá!!!". Ou seja, já estou outra vez de rastos e férias... agora nem sei quando!

4.3.08

Chamem-lhe um "susto"

Eu sinceramente não sei o que dizer disto. Parece-me que, à partida, com ventos laterais desta dimensão, a torre de controlo nem sequer deveria ter autorizado a aterragem. De facto, depois desta primeira tentativa falhada, o avião aterrou numa pista perpendicular a esta (ou seja, com os ventos de frente). Agora, lá que a manobra é bonita, lá isso é. Mas se eu estivesse neste avião tinha-me dado uma coisinha má. Odeio aterragens. A malta vem toda relaxada, que já se está tão pertinho do chão e tal, e eu sempre a pensar nas múltiplas possibilidades de acidentes na aterragem. Lembro-me sempre que quando andava de mota, só tinha problemas quando tinha de parar (era quando me dava conta que a mota pesava, e muito)!

3.3.08

O meu próximo companheiro de casa...


... tem um ar de ciganão que faz favor! No entanto, ouvi dizer que se faz de morto e outras coisas assim tipo gato-cão. Vou buscá-lo amanhã :). Chama-se Suances e eu vou ser a sua FAT (Família de Acolhimento Temporário).

2.3.08

A perder de vista...

Parque Eólico em Zaragoza

Neve 2008

2001
2008


Pelas fotos a diferença nem parece substancial. Mas acreditem, é. O bosque, a minha pista preferida dos meus tempos de maçarica, era este ano gelo com pequenos lagos no meio. E bocados de montanha a espreitar por entre eles. Uma maravilha. Vê-se mesmo que muitas das pistas estavam abertas para poder pôr essa informação no site de Grandvalira. Ladrões, deviam ser processados por terem o descaramento de classificar o estado da neve como "neve polvo". Enfim, por sorte acima dos 2200 m estava-se melhorzinho, havia neve e sol, uma maravilha. Foi bom voltar. Ainda que se note, que, enfim, os anos pesam... já não tenho 20... snif, snif...

26.2.08

Férias!

Estou em Andorra até ao final da semana! Muito giro e tal, mas o bem principal escasseia. Ainda só houve quatro nevões dignos de registo esta temporada... ai esse aquecimento global...

24.2.08

Adeus Chisca!

A minha Chisquinha, finalmente, emigrou para a Suiça. Aqui fica a carta que escrevemos, este senhor e eu, para a sua nova família.

Dear Chisca’s Family,

It is with great happiness (and a bit of sadness) that I greet you all, the new Chisca’s family. My name is Margarida, and since July 2007, I’ve been hosting Chisca in my home. I am a 27 year old Portuguese Chemical Engineer working in Madrid.

Chisca is a lovely, lovable cat, very sociable and very easy going. She easily gets attached to people, as do people to her. And, as you might suspect, I was no different. She is great company; she loves to play with her toys and, like any other cat, she loves when people play with her.

But due to her condition, there are some details I think you should know about and keep attention to. Chisca had some fungus on her nose some months ago, so her nose skin is a little too dry. So please keep an eye on her nose. I usually use high quality sunscreen, which provides good moisture and has little grease. I apply it once a day.

Another thing I urge you to pay attention to is her right ear. When her immune system is debilitated, it tends to accumulate large amounts of dirt. So it must be regularly cleaned and watched out for. And, if it looks with an unusual amount of dirt, please consider taking her to a veterinary doctor.

Until recently, she’s has been taking immunity enhancer shots to strengthen her immunity system. Right now, she is just fine and isn’t taking any kind of medication. Regarding her food, she’s still on a kitten diet. Nevertheless, she prefers dry cat food. I’ve been feeding her dry cat food (chicken and fish flavored, her favorites) from Dr. Hill’s and Royal Canin. I don’t know if you can find these brands there, but I usually find them in good pet houses or veterinaries. She should be ready soon for adult cat food.

Being a very sociable and happy cat, Chisca likes, a lot, to interact with people. She sometimes likes to climb up people’s legs, all the way up to their shoulders. So watch out for her nails length. She also likes to watch people bathe or take showers, which is common in cats. But she also likes to drop into the bathtub afterwards. So watch out for wet cold feet.

I took the liberty to send you a CD full of Chisca’s pictures and videos. She is a very happy and photogenic cat. I also take this opportunity to leave you all my contacts, which you will find at the end of this letter. I beg you to send me pictures of her. And please, feel free to contact me if you have any question or doubt about any subject regarding her.

I believe Chisca is moving to a loving family, and I sincerely thank you for that. I hope she lives a long full life, granting you the happiness she has granted me these last few months. I will miss her terribly, so please keep me updated with news and photos (lots of them, please!).

Sincerely yours,
Margarida Constantino

Chisca em Barajas, pronta para o check-in

22.2.08

Superstars

Da última vez que estive em Lisboa ouvi esta música na rádio e fiquei absolutamente fascinada. Não sei se está a bombar em Portugal ou não, mas tenho andado com ela a matutar e hoje devo-a ter ouvido umas vinte vezes. Adoro.

12 palavras

Ora bem, a Rititi sugere-me que escolha as minhas 12 palavras preferidas. Como é habitual quando tenho muito por onde escolher, fiquei sem saber por onde começar. Afinal, tentei esvaziar a minha cabeça e deixar os neurónios à solta. Sairam estas doze, não exactamente por esta ordem. Depois psicanalisei-me um poco sobre cada uma delas. Se do que vão ver em seguida descobrirem apenas ideias feitas, é uma pena, mas seja como for são as minhas ideias feitas. Chegar – Porque se tem de começar por algum lado. E quando se chega, a acção começa. Fantasia – as nossas vidas serão sempre pobres sem um toque de fantasia. A fantasia é a cor dos dias. Relativamente a isto, lembro-me sempre do meu filme preferido do Tim Burton, o Big Fish. Gostar – ou não gostar, eis a questão. E tantas guerras se têm feito â custa do desrespeito pelos gostos dos outros. Principalmente, por aquilo em que cada um gosta de acreditar. Livre Arbítrio - até pode ser mentira, até pode ser que isto esteja tudo previsto, que os planetas a moverem-se a milhões de anos luz decidam tudo por nós, que não mais não somos que poeira cósmica. Ainda assim, decidir é bom, principalmente se é difícil. A mim, sabe-me bem. Sentir – Seja o que for, mas sentir alguma coisa, que senão mais valia estar morto. Rir – Mas claro, é melhor sentir coisas boas. Muito boas. E rir muito. Rir a bandeiras despregadas. As rugas que se lixem. Sinceridade – o que todos dizemos que somos mas ninguém realmente o é. A conceito de sinceridade existe para não ser seguido. Ser sincero é, no nosso mundo, quase sempre sinómino de arrogância, falta de educação ou insensibilidade. Ninguém realmente deseja escutar a verdade. Tempo – A quarta dimensão que procuramos por cojones compreender, sem grandes resultados. Com ele não podemos fazer nenhuma das coisas que estamos habituados a fazer com tudo o resto. É fodido, mas é o tempo que nos manipula a nós. Sol – É-me indiferente o seu significado físico. Eu amo o sol. As minhas sardas também, saltam assim que ele dá de si. Oh, longas tardes passadas ao Sol, a dormitar... que prazer imenso e único. Serei gato? Gatos – A materialização da paixão que sinto por quase todos os animais. Eu sei que é um cliché. Mas cada vez me sinto menos orgulhosa por ser parte de grupo dos “racionais”. Ter capacidade de raciocionar não significa necessariamente fazê-lo, quanto mais fazê-lo bem. Palavras – Poder escrevê-las, dizê-las ou gesticular-las é a coisa mais fabulosa do mundo, mas como todas as outras tecnologias, em geral não lhe damos o melhor dos usos possiveis. Partir - Tal como um dia chegamos, chega um dia em que temos de partir. Para onde quer que seja, ou mesmo para lado nenhum. The End. A cadeia segue para: CS, Hyaat, Maçãs, Restelo, RP e Vicks.

20.2.08

3 anos depois...

... faltam 3 dias, 19 horas e 5 minutos. :)