18.7.08

Que no te acompleje el inglés!

Esta semana, o Santander foi eleito o melhor banco do mundo pela revista Euromoney. E para provar que isto do falar bem inglês a alguns não lhes preocupa, o video do presidente, Emilio Botín, que mesmo com o seu sotaque cómico e macarrónico, não deixa de dar umas boas lições à banca mundial. "Se não conhece perfeitamente um instrumento, o melhor é não comprá-lo. Se pensa que não devia comprar um determinado produto, não deve tentar vender esse produto. Se não conhece muito bem os seus clientes, não lhes empreste dinheiro." E ainda finaliza em tom jocoso: "Se segues estes três conselhos, serás melhor banqueiro, meu filho..." Et voilá, quem sabe, sabe!

15.7.08

Perdi.

I don't know what you're looking for you haven't found it baby, that's for sure You rip me up and spread me all around in the dust of the deed of time And this is not a case of lust, you see it's not a matter of you versus of me It's fine the way you want me on your own but in the end it's always me alone And I'm losing my favourite game you're losing your mind again I'm losing my baby losing my favourite game I only know what I've been working for another you so I could love you more I really thought that I could take you there but my experiment is not getting us anywhere I had a vision I could turn you right a stupid mission and a lethal fight I should have seen it when my hope was new my heart is black and my body is blue And I'm losing my favourite game you're losing your mind again I'm losing my favourite game I've tried but you're still the same I'm losing my baby you're losing a saviour and a saint!!!

9.7.08

Os gatos da minha vida (#5)

A minha relação com os gatos é, do ponto de vista da maioria das pessoas, desequilibrada e algo doentia. Também, nunca pretendi afirmar-me como alguém "normal" e compreendo que faça um bocado de confusão a muita gente que eu, quase que por princípio, tenha mais consideração por um gato de rua magricela e piolhoso que pela humanidade em geral. É estranho e algo desconcertante, mas enfim, que fazer? Gosto dos bichos. Gosto deles ao ponto de parar o carro onde quer que seja (onde quer que seja *mesmo*) para ir socorrer um animal, que normalmente está morto e esventrado. Como se não bastasse, depois ainda o meto num saco e trago-o no porta-bagagens até onde o possa depositar, que o pobrezinho não merece ficar a decompôr-se ali na estrada ad eternum. "Ai, que nojo, esta gaja é marada e tal...", pensarão os poucos que vêm aqui parar por acidente e que, seguramente, depois disto, não voltarão. Mas é a vida, e eu sou assim. Esto es lo que hay.
O gato da minha vida de hoje é a Farrusca. Gata que nunca foi minha e com a qual nunca privei tanto quanto gostaria. Mas lá está, ela era da família e uma pessoa habitua-se a que a família esteja sempre lá. A Farrusca é um bom exemplo de como todas as pessoas deviam tratar os seus, na saúde e na doença, até que a morte os separe.
Já há muito tempo se sabia como seria o seu fim. A insuficiência renal, mais tarde ou mais cedo, teria o único desenlace possivel. A família da Farrusca fez tudo o que pode ao longo dos anos. Os últimos meses, penosos, consistiram em visitas diárias ao veterinário para injecções de soro. Os dias anteriores ao seu adeus, digno e sem sofrimento, foram necessariamente tristes e revoltados.
A Farrusca, sendo um gato, teve o amor, a atenção e o cuidado que muitos humanos nunca recebem dos seus. Não há vergonha alguma em considerar um animal como um membro da família, mesmo quando as pessoas "normais" ridicularizam as que, como eu, assim o consideramos. Pessoas como eu, não há poucas. Infelizmente, das outras, há muitas mais.
A Farrusca foi muito feliz.

6.7.08

Parvoíce máxima

Numa tarde de domingo da silly season, nada melhor que responder a um desafio igualmente light e descontraído, passado pela Restelo. :) 1 - Restelo 2 - Victor 3 - Joana 4 - Bartolomeu 5 - Liliana 6 - Ricardo 7 - Beta 8 - CS 9 -André 10 - Luazinha Como encontraste o 4? Quando, aqui há uns anos, fizemos parte da corja associativa do IST! O que fazias sem o 6? Coisas, pá, fazia coisas. O que fazias se o 2 e 3 fossem namorados? Pedia-lhes que chamassem Margarida à sua primeira filha, eh eh. O que fazias se o 5 confessasse que te ama? Fugiamos as duas para L.A. ao melhor estilo "The L Word", fuck men, etc. etc., copos e tal, que somos umas malucas! Quem é o melhor amigo do 2? Hum... acho que é o irmão dele (mesmo que ele diga outra coisa). Tens saudades do 1? Siiiiiiiiiim, :) muitas, e pelo andar da carruagem só nos vemos outra vez no Natal! Vidas de emigras... Quem é o namorado do 10? Boa pergunta! Ó Luazinha, desbronca-te lá, vá! :) O que pensas do 9? Acho que é um bocado parvo! (No "bom" sentido, ok? Farto-me de rir ao pé dele!) O que fazias se 8 e 7 fossem namorados? Ia-me sentir muito casamenteira, porque nesse caso tinham-se conhecido graças a mim! Já dormiste no mesmo quarto com alguns desses números? É pá, isto é muito "Hola", por favor. Não passo isto a ninguém porque é mesmo muito idiota. Restelo, só te perdo-o porque estás doentinha, ouviste? :D Vê lá se animas que é Verão!

Há mais mundos

Pois há, há muitos mais mundos! E ali à esquerda já estão alguns... (Eu sou uma desgraça, ando para fazer isto há mais de um ano...)

3.7.08

Still my favourite song

Estrange - Implies the development of indifference or hostility with consequent separation or divorcement.

When I find out all the reasons... Maybe I'll find another way Find another day. With all the changing seasons of my life Maybe I'll get it right next time! And now, that you've been broken down Got your head out of the clouds You're back down on the ground. And you don't talk so loud An you don't walk so proud Any more, and what for?

2.7.08

La tortura

Eu sei que os apoiei...
Eu sei que vibrei com eles...
Eu sei que desejei genuinamente que ganhassem aos ranhosos dos alemães...
Mas já não os posso mais ouvir! Que chatos do caraças! São piores que os benfiquistas... tanto tempo sem ganhar a ponta dum corno e de repente são os maiores e vão ganhar todos os torneios dos próximos 150 anos...
Isto é uma tortura, a sério. Até aqui, pelo menos, sempre tinha aquele gostinho do "ao menos nalguma coisa nós ganhamos sempre à Espanha". Agora? Agora, biquinho calado que à mínima coisa arrisco-me a ouvir um trocista "cuantas eurocopas ha ganado Portugal?"
Uma chatice... ainda por cima, os sacanas estão a jogar mesmo bem... e são número um na FIFA... Ok, admito, isto é dor de cotovelo da mais pura e indigna. O que posso mais dizer? O Afonso Henriques que vive dentro de mim é mais forte que eu...

25.6.08

Uma história simples de contar

"O João Maria é pintor. Um belíssimo pintor. Que até expõe e tudo. E nós sentimo-nos tão orgulhosas de ser amigas do João Maria. [Photo]O João tem que ser operado às cataratas. Podia acontecer a qualquer pessoa. E dava um jeitaço ao João que este problema nos olhos não o condicionasse a fazer o que mais gosta: pintar.Mas...O seguro de saúde do João, a Médis, diz que não cobre as despesas desta operação. E não quer saber que o João Maria seja um doce e um pintor nato. Recusam-no a fazer, apenas porque o João Maria tem Trissomia 21. Desafio:Todas as pessoas que têm seguro na Médis cancelarem o mesmo e alegarem como razão o caso do João Maria. Um jornalista quer denunciar este caso sem expõr o João Maria e sem apelar para a peninha de ninguém, reforçando apenas que os portugueses também se podem unir em torno de uma causa, mais importante que o futebol. Então, quem cancelar o mesmo pode, por favor, denunciar aqui no blog a sua intenção?Este é que é um verdadeiro desafio blogosférico. Passo a todos. " Post copiado do blog Próxima-Estação. Postem isto, mandem e-mails, mostrem que é possivel fazer a diferença. Se faz favor.

18.6.08

Uma pessoa está sempre a aprender

Xarope, em espanhol, é jarabe. PS -Que bodega de palavra. Xarope para a tosse, que tou que não posso. E como é que se explicam estas cenas numa farmácia? Jarabe?? Jarabe?? Bolas!!!

17.6.08

Racionamento sim, mas...

Ora vejamos: na semana passada, quando me dirigi calmamente ao supermercado depois do trabalho - naquela de aproveitar as compras como momento zen do dia - deparei-me com uma situação que teve tanto de cómico como de assustador. A espanholada estava toda louca a encher carrinhos de compras, como se não houvesse amanhã. Ele eram velhos, novos e gays, tudo quase à estalada e com os nervos à flôr da pele. Sinceramente, não imaginei que esta história da greve dos transportadores causasse tanta celeuma, mas aparentemente sim, parecia que todos se estavam a preparar para uma guerra civil. Todos menos eu, que tinha o frigorifico tão vazio que fazia vácuo. Lamentavelmente não pude comprar metade dos itens da minha modesta listinha. A escassez era geral, mas havia umas coisinhas que, pura e simplesmente, já não estavam lá. Nada. Nem uma embalagem ranhosa e amassada para amostra. Não havia: - leite magro - maçãs - saladas - carne branca - "mini-breaks" - papel higiénico Conclusão: racionamento sim, mas nada de brincadeiras, que a operação bikini tem prioridade!!! O que é que interessa que não haja comida? Ou se come saladinha com bifinho de peru grelhado ou então o melhor é passar fome. Eu aproveitei a desculpa e trouxe uns filipinos. :) Quanto ao papel higiénico, está provado que é um bom negócio. Ninguém quer limpar o rabo com guardanapos. Nem mesmo eu, que no dia seguinte lá me vi forçada a roubar um rolo no meu trabalho. E pronto, assim se vive em Madrid, com o rabinho bem limpinho e suave e sem nunca descuidar a dieta! Olé!

15.6.08

Será que é desta?

Faz sol em Madrid. Não está calor, mas está quentinho. Três dias seguidos de bom tempo. Inacreditável. Se continuar assim talvez me passe a neura. Quando guardar definitivamente a roupa de Inverno, acho que me volta a inspiração e volto a tentar escrever alguma coisa de jeito.

9.6.08

É a puta da loucura!

No domingo estive rodeada de portugueses como nunca antes nas minhas estâncias no estrangeiro. Éramos talvez duzentos na discoteca do Moma, todos a apoiar Portugal. Malta a cantar o hino muito bem, malta a fingir que cantava o hino, malta no bar a pedir cerrveja porque não sabia a letra do hino. Malta de Lisboa, do Porto, do Norte e do Sul e das Ilhas. Um monte de sotaques todos misturados, fruto das diferentes cidades onde cada pessoa já tinha passado alguns anos da sua vida. Todos a gritarem "Goooolo!" de cada vez que a bola passava a 3 metros da baliza! No fim, todos a rirem com a vitória, com o gostinho do 2-0 do último minuto, com a promessa de um título que possivelmente não vamos ganhar... mas que se foda, futebol é isto mesmo, se não der para sonhar um bocadinho serve para quê? Amanhã é o 10 de Junho, é Inverno em Madrid e vou comer uma feijoada com cem pessoas que não conheço. Porque isto é ser emigrante, pode ser pindérico mas é precioso e eu já sentia falta deste patriotismo das pequenas coisas. Se calhar, o patriotismo está mesmo nas pequenas coisas. Estamos todos fora e muitos de nós desiludidos com as oportunidades que não tivemos em casa. Mas nestas alturas não há cá falar mal de Portugal. Nestas alturas grita-se "POR-TU-GAL! POR-TU-GAL!". Somos uma nação. E é tão bom.

5.6.08

Para a Liliana

“… E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.”
Miguel Sousa Tavares no funeral da mãe, Sophia de Mello Breyner Andresen

Liliana
: não te sei consolar. Mas gostava de chorar contigo, se me deixares. Beijo.

3.6.08

Este blog fez um ano...

... a 5 de Maio. Fiz o blog uma semana depois de ter aceite uma proposta para vir para Madrid. Ia sair de Sines. Ia fazer o que queria. Ia sentir-me, outra vez, feliz. Há mais mundos, e eu ia deixar aquele mundo ao qual apenas me prendiam o mar, os gatos e os meus vizinhos velhotes e fofinhos, o Alberto e a Teresa. Trouxe a Primavera pq não podia deixar aquela gata cega à sua sorte. Vou a Sines de propósito ver o Alberto e a Teresa. Telefono-lhes, levo-lhes garrafas de vinho tinto bom e embalagens de camarão de Moçambique e comida para os gatos da rua, que os míseros 200 euros de pensão que cada um deles recebe mal chegam para os medicamentos que têm de comprar. A Primavera sobreviveu apesar da leucemia e está demasiado gorda, porque é cega e portanto pouco ágil. Mas está bem e feliz. O mar está longe e custa-me viver sem mar. Mudei de mundo há um ano, voltei a Madrid a 4 de Junho de 2007.

31.5.08

Ay me voy otra vez...

Ahí te dejo Madrid!!!! Mas são só dois dias. Até lá, Lisboa :).

29.5.08

Ser (em) português?

Tudo bem, chamem-me nomes, mas eu pergunto na mesma. Porque é que há tanta gente tão revoltada e sofredora com a história do novo acordo ortográfico? Ai que mata a língua, ai que desgraça, ai coitadinhos de nós que nos querem roubar o nosso lindo idioma, ai ai ai, ui ui ui, nós gostamos é de arranjar coisas para nos queixarmos. Depois é manifestos indignados assinados por membros ilustres da nossa sociedade, auto-intitulados defensores dos grandiosos valores da língua mãe. Terei mesmo vivido uma realidade paralela todos estes anos da minha vida (às vezes penso mesmo que sim), ou é ou não é verdade que os portugueses se estão marimbando para o português? Vejamos: os portugueses morrem tanto de vergonha da sua língua, que se não for fado, Jorge Palma ou um freak alternativo e drogado a cantar, a música cantada em português é sempre quase sempre uma merda, desculpabilizada com olhares condescendentes e vagamente trocistas. Ter um qualquer programa informático instalado em português é, mais que um crime, a prova suprema de uma pinderiquisse irremediável. Da mesma forma, é proibido arranjar equivalente português para tudo o que são palavras novas e tecnologicamente inovadoras. Em seguida, goza-se com outras gentes, e assim de mansinho lembro-me dos franceses, dos alemães e, por supuesto, dos hermanos. Porque deste lado da fronteira, a malta curte chamar "red inalámbrica" ao wireless e porque “baja” cenas da rede em vez de fazer download, e porque um template é, com muito gosto, uma "plantilla". Quando vim para Madrid pela primeira vez não dizia duas seguidas de espanhol. Acontecia-me muitas vezes não ter vocabulário e amigos meus, numa de me tentarem ajudar, perguntavam-me como é que dizia a palavra em português (podia ser que fosse parecido). E eu, mais que uma vez, dei por mim a responder, envergonhada, “não sei”. “Mas não sabes como?” “Porque nós usamos a palavra inglesa”. E depois, certo e sabido, levava um sermão que começava e terminava em “realmente não gostam nada da vossa língua…”. O que responder? Isto faz algum sentido. A verdade é que muitos dos mais sinceramente ofendidos com o acordo falam mal, escrevem mal, e pior, não fazem a mínima ideia do que estão a criticar no acordo, não porque não haja nada para criticar, mas simplesmente porque não se deram ao trabalho de o ler. No que me diz respeito, só há duas palavras que ouvi (quase) todos os portugueses pronunciarem de boca cheia, orgulhosa, e por vezes mesmo meia salivante e empolada: uma é "doutor", a outra é "engenheiro". Aí é que é uma festa, vê-los perdidos de contentamento nos seus “a doutora isto” o engenheiro aquilo”. Que felicidade. Estas duas palavras, pelo menos, ainda se dizem em português.

28.5.08

Esta juventude e a net...

A minha irmãzinha linda-jeitosona de 19 anos tem estado comigo em Madrid, o que significa que eu não me consigo aproximar do computador mais de 3 minutos por dia... ai ai...

21.5.08

E não...

...amanhã não é feriado aqui na hermanolândia. Já chega de fazer pirraça, ok?

Miércoles en Madrid (#1)

La tanguera, o musical argentino, até 1 de Junho no Nuevo Teatro Alcalá. Muito bom.

20.5.08

Ídolos de Verdade


Carme Chacón, 37 anos, espanhola e catalã.

Primeira mulher Ministra da Defesa de Espanha.

Primeira Ministra espanhola grávida durante o exercício das suas funções.

(Já para não falar que é gira, sexy e veste-se bem...)

Deu à luz na segunda-feira. :)

12.5.08

Kamikaze

Finalmente, o regresso de Amaral! Y dime si sientes lo mismo Y dime si estás conmigo o contra mí Porque la misma confusión Que sientes tú la siento yo Yo me limito a seguir La ley de mi corazón

11.5.08

Sunday Songs for the Soul (#1)

Sting & Eric Clapton- It's Probably me If the night turned cold And the stars looked down And you hug yourself On the cold cold ground You wake the morning In a stranger's coat No-one would you see You ask yourself, 'Who'd watch for me?' My only friend, who could it be? It's hard to say it I hate to say it But it's probably me When your belly's empty And the hunger's so real And you're too proud to beg And too dumb to steal You search the city For your only friend No-one would you see You ask yourself, Who'll Watch For Me?' A solitary voice to speak out and set me free I hate to say it I hate to say it But it's probably me You're not the easiest person I ever got to know And it's hard for us both to let our feelings show Some would say I should let you go your way You'll only make me cry If there's one guy, just one guy Who'd lay down his life for you and die It's hard to say it I hate to say it But it's probably me When the world's gone crazy, and it makes no sense And there's only one voice that comes to your defence And the jury's out And your eyes search the room And one friendly face is all you need to see If there's one guy, just one guy Who'd lay down his life for you and die I hate to say it I hate to say it But it's probably me

10.5.08

Hoje acordei assim...

Pensativa e cabisbaixa. Lá fora chove, está a chover desde quarta-feira. O Inverno voltou a Madrid, e voltou a mim. No céu não se vislumbra sequer um fio de sol a querer romper por entre as nuvens. Não há arco-íris, não há cheiro a terra molhada. Tudo é cinzento, remeloso e deprimente.

PS - Ou seja, o fim-de-semana vislumbra-se caseiro. O gato Suances e eu vamos passar os dois dias a dormitar e a fazer companhia um ao outro, ele vai-me pedir latitas e eu vou-lhe pedir rom rons. Gosto do gato Suances. E acho que ele gosta de mim.

8.5.08

Barcelona

Outra vez e sempre, a Sagrada Família, e o fofinho do falcão residente.


Gosto mesmo do porto.


Convivendo com gatinhos catalães.


Não dá para ver, mas a placa da Praça de Espanha tinha um papel colado por cima a dizer Praça do Povo Catalão. But indeed, Catalunyia is Spain.


Uma das 5694 tentativas de fotos artísticas das minhas mamas. Mas amorzinho, o flash não as faz ficar maiores!! :)


Primeiro dia de praia do ano, em directo do Mediterrâneo.


E porque sou uma pessoa sempre atenta às tendências, um must gótico da temporada: mochilinha caixão-do-drácula, modelo exclusivo disponível somente através do Net-a-Porter.

E sim, foi um fim-de-semana E-S-P-E-C-T-A-C-U-L-A-R. Anyway, apesar da praia, continuo a preferir Madrid. A minha capital do império.

6.5.08

Mas afinal, porque é que a série acabou?

Porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê porquê? Não é justo.

Viva o Real! :)

Regresso a Madrid, mesmo a tempo da vitória do Real e do mais-que-guapo Raúl a beijocar a Cibeles. Não fosse ela uma estátua, a ver se mantinha a pose...
E o melhor disto tudo é que como o Mourinho não vai para o Barça, para o ano é bem capaz de haver festarola outra vez aqui pela capital!

30.4.08

Vou passar uns dias a Barcelona. Hasta la vista, babies! :)

Globalização?

A minha irmã conhece (e ouve) Melendi. Eu também. Mas eu vivo em Espanha...

29.4.08

Eu trabalhei aqui...


Sempre que olho para esta imagem lembro-me como era especial trabalhar num complexo petroquímico. Esta paisagem industrial, com as luzes já acesas, ao cair da noite, é uma preciosidade que nem todos têm a sorte de compreender.

Assim se passaram dez meses da minha vida, com todos aqueles clichés patéticos da qualidade de vida, longe da confusão das cidades, sem trânsito e sem stress. Balelas. Em Portugal, viver fora de Lisboa é ter de renunciar a quase tudo. Ora, eu prefiro ter acesso a tudo e não ter tempo para metade. Em Sines, eu tinha tempo e aborrecia-me de morte (abençoado Kalorias, acreditem que eles não me pagam pela publicidade, mas aquele ginásio salvou-me a vida).

O trágico – cómico disto tudo é comprovar in loco e na própria pele a incompetência e inaptidão dos recursos humanos da companhia que, na Península Ibérica, é a que mais investe em formação e conhecimento. A mesmíssima Repsol YPF que tão bem intencionada é nos seus estudos de clima laboral e na sua tentativa de gestão por objectivos para premiar o mérito, a grande maioria das vezes só faz merda atrás de merda e consegue por isso dispor de uma grande quantidade de recursos humanos altamente insatisfeitos, que vão ficando sobretudo porque os espanhóis valorizam muito a estabilidade laboral (tiveram 20% de taxa de desemprego nos anos 80 e isso não se esquece facilmente).

Aqueles senhores pagaram-me uma pós-graduação de um ano em Madrid, mais bolsa de estudo, fizeram-me 50 biliões de testes de perfil, disseram-me "não pense que vai trabalhar para Portugal porque nós queremos gente com mobilidade geográfica" (e eu feliz e contente). No fim de tudo, ofereceram-me o posto "técnico de processos em Sines" e que sorte a tua, que vais ficar tão perto de casa e tens uma excelente carreira pela frente, 20 anos de Sines até seres directora do complexo. O raio que os parta. Depois passei o ano a dizer, “mas eu quero estar no estrangeiro agora”. “Eu também posso trabalhar em projectos relacionados com Sines, mas em Madrid”. Em troca, o melhor que consegui foi o comentário "tu tens muita pressa, daqui a dez anos vais ver que já viajas a Madrid".

E portanto, quando recebi um telefonema de outra empresa a perguntar "Ainda está interessada em viver e trabalhar em Madrid?", não tive grandes dúvidas nem grandes dilemas existenciais.

Faz agora um ano que entreguei a minha carta de demissão. O mesmo director de RH que me contratou disse-me "nós sabíamos que o teu perfil se enquadrava mais para os escritórios centrais, a gerir um grupo de pessoas, mas agora precisávamos de gente aqui." Numa entrevista de saída que fiz com um tipo de Madrid, ele agradeceu-me imenso a clareza com que lhe tinha explicado toda a situação, que batia tudo certo com os números que tinha, mas agora conseguia compreender o que realmente se passava. E que achava que eu tinha muito jeito para recursos humanos (medo).

No mês passado, soube que a Repsol trouxe, da Argentina para Madrid, mais uma pessoa para a gestão do projecto de Sines. Ri-me. Tontos. Podia ter sido eu, ficava-lhes mais barato e não tinham perdido um recurso humano em quem gastaram o que gastaram e que, caso tivessem feito as coisas bem feitas, teria sido o trabalhador mais dedicado do mundo. E, quando penso nisto, sei qual foi o meu erro: ter vontade própria. Nunca gostei que me impusessem nada.

28.4.08