28.2.10

A eterna questão do tamanho

Elas defendem que existe uma relação de proporcionalidade entre o tamanho da sala e o tamanho da televisão.

Eles gritam horrorrizados que isso é uma blasfémia, que não tem nada a ver, que a única verdade sobre o tamanho das televisões é quanto maior, melhor. E que não dá para jogar PS decentemente em menos de 42".

Eles chamam-nos nomes e espumam de raiva, mas fiz uma sondagem e quase todos temos salas que rondam os 25 m2 e televisões de 32".

Resultado: mulheres felizes. Consequência directa: homens tentam "envenenar" a pobre da televisão (com a desculpa do Inverno muito húmido) e tentam inserir em casa um bajolo de 42" mínimo.

Isto é um plano concertado da hermandade masculina. Vamos ter de tomar medidas drásticas, minhas senhoras. Huuuuuuum.

26.2.10

Rain drops keep falling on my head

Eu gostava mesmo era de estar cheiinha de calor.

Nada a fazer, excepto esperar. De preferência quentinha, sequinha e deitadinha no sofá, debaixo do cobertor.

Falta muito?

Falta muito? Falta muito? Falta muito? Falta muito?

Esta bodega de tempo já está a dar cabo da minha reputação, do meu bom nome e da confiança até agora imaculada que os meus amigos têm na minha palavra.

Já foram duas as que me vieram assim a modos cadê o livro de reclamações?, porque eu tinha dito que Madrid no Inverno era frio e seco, mas que pouco chovia e jamais fazia vento. Isto depois de termos ficado com os nossos guarda-chuvas todos escavacadinhos em plena Plaza de Santa Ana, e acreditem que pouco faltou para o vendaval nos levar directamente e à bruta para o terraço do The Penthouse.

Entretanto, na televisão dizem que entre hoje e amanhã chega à península a tempestade perfeita. Espero que não lhe dê para ser pontual, que convinha aterrar em Lisboa são e salva.

Uma questão de confiança




E que tal se Portugal importar esta ideia?

25.2.10

Parabéns Gajo Mais Espectacular

Já chegaste à "idade", mas continuas um pão (melhor ainda, um mega-bocadillo de jamón)!

Te quiero mucho cariño :), feliz aniversário!

Back from outer space

Bom, mais ou menos. Depois conto. Ou logo se vê. Enfim, de volta. Essa é a parte fixe, verdade? :)

15.2.10

Métodos para lidar com o alerta laranja por frio

Aprendam, que estes tipos são peritos em prevenção de frio. Homologados e certificados.

Método 1: aninhar-se na cama-casinha, mais eficiente na retenção do calorzinho.


Método 2: abancar ao pé do aquecimento e não arredar pata. Bufar à competição, se necessário. Na guerra contra o frio vale tudo.


Método 3: claramente o favorito e sim, também o mais eficaz. Barricar-se entre as duas capas do edredão da cama dos donos, o dia todo. Ao fim de umas horas, até se podem fritar ovos lá dentro.



Métodos  para donos: estar onde "eles" estão, de preferência bem agarradinhos.

14.2.10

Donde cabe uno caben dos

Lembram-se do "Donde caben 2 caben 3" o melhor anúncio de sempre da Ikea? Agora veio a continuação, em tom romântico de dia dos namorados, com pessoas de todas as idades a fazerem espaço nos seus armários para a sua cara metade. Muito bom, até me dá vontade de fazer um pessoalíssimo "donde caben 2 caben 6" em honra dos nossos quatro gatos, que são a vida e a alma dos nossos lares, em Madrid, Lisboa, ou onde a vida nos leve daqui para a frente.


Para gente da ciência


Cruel mas fabuloso, para dedicar aos ex-amores de outras vidas...

13.2.10

E também gosto de touros

De touros, não de touradas. Pode ser díficil de compreender, mas gosto do animal. E do símbolo. E da fiesta. Mas não do que lhe fazem. De como o fazem. Da excitação por o fazerem. Não gosto mesmo, que fazer. Incomoda-me. Afinal serão 99,9% de hermanização (ou nem por isso, já que também há muitos espanhóis que não gostam de touradas).

Hermanização Total

Gosto de tapas, e de as comer de pé e apertada contra um balcão num bar cheio de gente aos berros. Vejo o Gran Hermano e deliro com a paixão trágico cómica do Arturo e da Indhira. Sei quem é a Belén Estebán. E agora, o último reto - fui entrevistada pela TVE à beira da estrada, enquanto punha correntes no carro no meio de um nevão. Posso afirmar, sem dúvida alguma, que estou perfeitamente adaptada. 100% hermanizada, para o bem e para o mal.

(E agora vou almoçar umas bravas!)

12.2.10

FotoJaca 2010

A Catedral de Jaca


O caminho de Santiago também passa por aqui.

A entrada do castelo: o fosso nunca teve água, na verdade eles usavam o fosso para lutar.

"Todo por la patria!"

A praça de armas, dedicada ao fofinho do Filipe.

Um detalhe do interior.

Um dos comandantes do castelo, que além de baixote, era filho legítimo (cabeça virada para a direita), nobre (duas almofadinhas) e morreu não a combater (capacete aos pés). O que se pode saber de um caixão! Isto foi o prelúdio da imprensa rosa...

A bandeira das armadas espanholas, ¿como no?

11.2.10

Jaca

Se noutros anos a falta de neve foi o mote, este ano já não há paciência para tanta neve e tanto frio... desta vez foi um corredor de vento polar tão gélido e forte que hoje a estância esteve o dia todo fechado. Mas nós, que temos uma grande moral, lá decidimos que ficar no hotel era um desperdício de tempo e que o melhor era ir fazer turismo para Jaca. Foi giro, mas só aguentámos até à hora de almoço.  Passear com -5ºC não é para todos, muito menos para alfacinhas rezingões habituados a Invernos quase-sub-tropicais.

Jaca é pequenina e só tem 12 mil habitantes. Apesar disso tem imensas infraestruturas, inclusivamente um pavilhão de patinagem no gelo (a sério), bowling, cinemas decentes, montes de monumentos, restaurantes, lojas de decoração muito mimosas e claro, ruas muito arranjadas e limpinhas. Nada a ver com Portugal, portanto. Tenho mesmo pena que no meu país esteja quase tudo esteja tão dotado ao abandono. Dá para ter uma noção do dinheiro que metem ao bolso os senhores autarcas e respectivos clubes de futebol das terrinhas.

Jaca tem também o castelo de São Pedro, mais conhecido por cidadela. Este castelo não tem nada a ver com os castelos da nossa imaginação, que normalmente são os mediavais. É mais recente, do século XVI e pelos visto é o único castelo na Europa deste estilo que chegou totalmente conservado à actualidade. Foi mandado construir pelo "nosso" querido Filipe II de Espanha (primeiro de Portugal para os mais despistados), para defesa dos malandros dos franceses. Curiosidade: aqui em Aragão a malta também não curte o Filipe II, os coitados também foram mais ou menos subjugados aos caprichos de Madrid, e só nos anos 60 foi construida uma estátua em honra desse rei. Diga-se de passagem, uma estátuta bastante ranhosa. Os espnhóis adoram-se uns aos outros! :D

Estou a gostar muito desta zona e é para voltar, talvez mais uns quantos fins-de-semana para esquiar e quem sabe, quando fizer bom tempo, para um raftingzito ou algo do estilo. Ainda por cima, come-se bem (algo indispensável no reino da Maggie, by the way).

Frozen

Definitivamente, um filme não aconselhado a quem está de férias na neve. Depois não digam que não avisei.

9.2.10

Formigal 2010

Eu sei que me esqueci de avisar (culpa de uma gastroentritezinha reles) mas estou de volta à neve. Este ano, toca Formigal, em pleno pirinéu aragonês, que eu gosto de experimentar estâncias diferentes. Além disso, já chateia Andorra cheia de maçaricos e criancinhas. Serra Nevada nem se fala, aquilo é ou para adolescentes em snowtrip baratucha ou otherwise para gajos que já deviam ter idade para ter juizo, mas que em vez disso deixam as namoradas em casa e vão só com amigos, com a desculpa que gostam tanto de esquiar, coitadinhos, e é tão pertinho, e tão pertinho... como se em Serra Nevada desse para esquiar a sério... como se o que eles quisessem não fosse o convívio aprés ski com as andaluzas tesudas por lá se passeiam...

6.2.10

Ovos? OVOS???

Mais um daqueles e-mails (e eu não corrigi os erros):

"Se ao conduzir à noite alguem atirar ovos para o seu parabrisa, não ligue o limpa-parabrisa ou bombeie água para o parabrisa, porque ovos misturados com a água se tornarão numa pasta de aspecto lácteo (leite) que irá obstruir a sua visão até 90%. Aí você será obrigado(a) a parar na margem da estrada e será mais uma vítima de assalto."

Bom, além dos inúmeros comentários que podemos fazer a este brilhante texto - vou optar simplesmente por um "no comments" -  eu gostava de saber quem é me ia atirar ovos ao carro em plena Castellana, por exemplo, ou mesmo ali no nudo norte, ou, falando em português de Portugal, na 2ª circular, ou no eixo norte-sul. Porque se é para me atirarem ovos em plena Morais Soares ou aqui pelos lados do meu palacete madrileno, eu dou uma ajudinha: eu conduzo, sozinha, à noite, por todo o lado (ok, excepto na zona J, só me aventurei uma vez e feita medricas voltei para trás), desde que tenho a carta, que é exactamente desde os meus 18,5 anos de idade. E nunca-jamais me aconteceu nada, deve ser porque sou tão confiada e os maus deduzem que eu sou um karaté-kid, no mínimo. Resumindo: poupem os ovos, queridos assaltantes. Eu sou um alvo fácil. Além disso, o meu carrinho querido (cuja marca não menciono para não vir logo um anónimo dizer que me estou a exibir) não merece. Eu já o lavo tão poucas vezes, coitado... mas agora ovos é que não. Por favor.

5.2.10

In friends we trust

Esta semana não sei nada do mundo: em vez de ler o jornal ao pequeno-almoço, tenho andado a devorar a reportagem especial do Economist sobre redes sociais. Posso afirmar sem medos que já sou uma perita em Facebook, Twitter, LinkedIn e outras que tais. Veio mesmo a calhar, e confirma-se que o FB é o special one do momento. Agradeço aos senhores do Economist que visitam o meu blog :) terem publicado esta reportagem em tão bom momento, respondendo assim a muitas das minhas recentes inquietudes.

Por exemplo, aquilo que eu explicava de forma tão rudimentar afinal tem nome e apelido: é o "efeito de rede". Em palavras simples, a audiência de uma rede social inicialmente cresce devagar, mas, passado um determinado ponto, booom! Dizem que isto se explica porque quanto mais pessoas estejam ligadas, mais útil se pode tornar a rede para todos os que nela se encontram. É a mesma lógica de ter no telemóvel a rede que tem mais assinantes, ou pelo menos aquela que tem mais assinantes no nosso grupo de relações.

Eu penso que, no caso das redes sociais deveria antes chamar-se "efeito massacre": tantos convites recebe uma pessoa que um dia farta-se e regista-se. E depois se calhar até gosta. E depois se calhar até se torna mesmo muito pouco produtiva por causa do bichinho (muito, mas mesmo muito fatela).

Qualquer coisa parecida permitiu ao Avatar ultrapassar o revenue brutal do Titanic logo em Janeiro, e isso que diziam que ao ritmo de vendas do Natal ia demorar até Abril. Mas eu conheço para aí uma meia dúzia de pessoas que foram ver o Avatar duas vezes. A minha irmã foi ver três (!) vezes. Bolas, não entendo; eu gostei do filme, mas daí a repetir a dose no cinema se em poucos meses o poderei fazer em casa... mas isto sou eu que sou pelintra.

Adiante, algumas coisinhas giras sobre o FB:
- É o segundo site mais visitado do mundo, apenas ultrapassado, claro, pelo google.
- Demorou quase cinco anos para atingir os 150 milhões de utilizadores, mas apenas oito meses para duplicar essa cifra.
- Os australianos são os mais adictos (os que mais tempo passam ligados) seguidos dos bifes e dos italianos. Os espanhóis vêm em sexto e nós obviamente não aparecemos no gráfico.

Etc, etc, etc. Isto tem mesmo muito que se lhe diga. Infelizmente eu estou cheia de sono e assim sendo fico-me por aqui. Vão ao site do Economist que deve estar lá tudo. Como sempre, não desilude.

4.2.10

8 anos depois

Vou voltar a correr na ponte! Para ser mais exacta, vou caminhar a passo rápido na ponte, e parar várias vezes para tirar moooontes de fotos. E vêm espanholas comigo!


¿Quién se apunta? :)

3.2.10

LOST

O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou! O Lost voltou!
 
Estou completamente histérica! E porquê?
 
1 - Porque o Lost voltou.
2 - Porque a grandessíssima m***a de net aqui do hotel diz que faltal 12h43m31s para chegar o episódio.
 
BUAAAAH!
 
(Pronto, vou dormir, que remédio...)

1.2.10

No hotel

Já me encontro no quarto de hotel que eu apelido carinhosamente de minha terceira casa (depois das de Madrid e Lisboa, claro). Foi preciso chegar aos confins de Janeiro para regressar à lufa lufa das viagens de avião, nos últimos 4 dias já foram 3. Não me posso queixar, tudo tem sido uma maravilha, pontualidade britânica (algo bastante surreal na Iberia, como todos sabemos), nada de malas perdidas, nada de empregadotes mal dispostos no controlo de bagagens, enfim, um mimo, tudo tão perfeito que cabe esperar o pior.

E agora vou dormir na minha cama de 2 x 2, que esta semana vai ser "daquelas". Muito boas noites aos senhores ouvintes, foi um prazer ter estado na vossa companhia (Maggie sorri).

31.1.10

Lida da casa

Nada como pegar fogo à casa para potenciar "aquelas" arrumações pendentes deste a vitória dos aliados. Na sexta-feira, enquanto eu voava tranquilamente para Lisboa, mal podia imaginar que ia ficando sem namorado, sem gatos e sem casa.

Um "pequeno acidente", como ele lhe chamou, mas mais uns minutos e ardia tudo. Eu que tenho que gramar com formações de segurança a torto e a direito sei como é: bastam 12 minutos para uma divisão de 15 m2 arder completamente. Ora esse é precisamente o tamanho do escritório e não fossem os gatos terem dado o alerta correndo histericamente pela casa e o meu amor bem teria continuado a dormitar no sofá, e nem gosto de imaginar o resto.

O bom de tudo isto é que, apesar de só ter ardido um livro, o escritório ficou todo chamuscado e mal cheiroso, pelo que teve mesmo de levar uma limpeza a fundo, com consequente eliminação de montes de tralha, papelada e afins. É para verem como o meu querido namorado é exímio a protelar tarefas desagradáveis. Foi preciso que a casa viesse (quase) abaixo!

19 dias e 500 noites

Acho extraordinária esta letra e música de Sabina. Mesmo! Ora prestem atenção...


Lo nuestro duró
lo que duran dos peces de hielo
en un güisqui on the rocks,
en vez de fingir,
o, estrellarme una copa de celos,
le dio por reír.

De pronto me vi,
como un perro de nadie,
ladrando, a las puertas del cielo.

Me dejó un neceser con agravios,
la miel en los labios
y escarcha en el pelo.

Tenían razón
mis amantes
en eso de que, antes,
el malo era yo,
con una excepción:
esta vez,
yo quería quererla querer
y ella no.

Así que se fue,
me dejó el corazón
en los huesos
y yo de rodillas.

Desde el taxi,
y, haciendo un exceso,
me tiró dos besos…
uno por mejilla.

Y regresé
a la maldición
del cajón sin su ropa,
a la perdición
de los bares de copas,
a las cenicientas
de saldo y esquina,
y, por esas ventas
del fino Laina,
pagando las cuentas
de gente sin alma
que pierde la calma
con la cocaína,
volviéndome loco,
derrochando
la bolsa y la vida
la fuí, poco a poco,
dando por perdida.

Y eso que yo,
paro no agobiar con
flores a María,
para no asediarla
con mi antología
de sábanas frías
y alcobas vacías,
para no comprarla
con bisutería,
ni ser el fantoche
que va, en romería,
con la cofradía
del Santo Reproche,
tanto la quería,
que, tardé, en aprender
a olvidarla, diecinueve días
y quinientas noches.

Dijo hola y adiós,
y, el portazo, sonó
como un signo de interrogación,
sospecho que, así,
se vengaba, a través del olvido,
Cupido de mi.

No pido perdón,
¿para qué? si me va a perdonar
porque ya no le importa…
siempre tuvo la frente muy alta,
la lengua muy larga
y la falda muy corta.

Me abandonó,
como se abandonan
los zapatos viejos,
destrozó el cristal
de mis gafas de lejos,
sacó del espejo
su vivo retrato,
y, fui, tan torero,
por los callejones
del juego y el vino,
que, ayer, el portero,
me echó del casino
de Torrelodones.

Qué pena tan grande,
negaría el Santo Sacramento,
en el mismo momento
que ella me lo mande.

29.1.10

Sou do tempo do Nabunda

(... pronto e também do Sr. Carvalhosa!)

É o melhor grupo do mundo no Facebook! Vamos lá, ISTianos velhotes, toca a juntar-se ao maralhal!

Nabunda, who else?

Feliz

Está uma sexta-feira solarenga e lindíssima em Madrid (espero que em Lisboa também). A minha mana faz 21 aninhos, vou passar o fds a Lisboa e vou estar dois dias inteirinhos com os meus 5 gatarrões (incluo obviamente o gato-dono na listagem). Resumindo, estou feliz.

28.1.10

Pensamentos de um gato amarelo



"Ó dono, bem podias montar aquela prateleira giríssima que a dona comprou no Ikea... Assim eu podia estar à janela a bisbilhotar a rua, a apanhar solinho e a cobiçar as pombinhas que passam..."

27.1.10

Anti-stress

As empresas costumam oferecer aos empregados aquelas esponjinhas anti-stress esféricas, a imitar o planeta Terra. Ao invés, a minha empresa oferece-nos esponjas anti-stress cilíndricas, negras, a imitar um barril de petróleo. Pode parece que estou no lado mau da força, mas não. Eu estou é no lado pragmático da força.
Oil Refinery by Edbob

26.1.10

Muita coisa ao mesmo tempo (MCAMT)

A prova da riqueza do Facebook fica em parte demonstrada pela dificuldade em explicar a um leigo em que consiste, bem como as diferentes percepções que cada pessoa pode ter do mesmo (por exemplo, o Farmville é um FB sine qua non para muita gente, no entanto para mim é tão somente uma palavra desinteressante que já tive de ler demasiadas vezes). Mas mais ainda, uma mesma pessoa pode ter variadas percepções do FB em diferentes momentos da sua vida. Vejamos um exemplo próximo a mim. Quando convidei pela primeira vez a minha irmã para o Facebook (lá para o início de 2008), ela olhou para mim com ar meio asqueado "isso é para velhos, eu não gosto disso". Claro, o Hi5 é que era a bomba. Agora que tem os pais no Facebook, a mesma menina indigna-se, tendo olhado para a minha mãe com similar ar de desdém, mas desta feita para contrapôr: "mas isso é para engates, vê lá tu e o pai não se zanguem". Portanto, em dois anos, a percepção do Facebook, para a minha irmã, mudou de coisa secante de velhos para potencial destruidor de casamentos. Em dois anos pergunto-lhe otra vez, e aposto que a minha teoria do MCAMT se consolidará.
E agora para a minha querida Pólo Norte: ao contrário do que supões, os dias de ouro da jeitosa da minha irmã no Facebook não vão terminar. Ela avisou os pais para não ousarem convidá-la, que lhes espetava logo com um ignore. Uma moça frontal e sem papas na língua. É bom saber que aprendeu umas coisas com a mana mais velha.

And yet it does rise

Esta noite nevou outra vez em Madrid. Até me custa a crer que se prevê que 2010 seja o mais quente da década (daquela década que AINDA NÃO acabou, ok?, a que vai de 2001 a 2010). "The betting is that 2010 will be the hottest year on record. But understanding how the planet’s temperature changes is still a challenge to science." A excelência, as usual, pela mão do Economist, para ler aqui. Bom dia!

25.1.10

Um bocadinho mais de ilusão?

Comenta a Rita a propósito das notícias recentes de tráfico de crianças no Haiti que coisas como essa a fazem questionar a sua percepção da vida, e passo a citar: "Toda a minha concepção de vida assenta no princípio de que a natureza do ser humano é intrinsecamente boa, que não há pessoas genuinamente más: apenas pessoas infelizes que por não conhecerem outra realidade, não sabem, porventura, fazer feliz o seu semelhante." E nisso somos intrinsecamente diferentes: eu tenho a certeza que a natureza humana é genuinamente maldosa, e que o contrário é que é a excepção. Eu acho que os traumas, o meio em que vivemos, etc, não justificam tudo, nem muito, aliás, às vezes sinto-me radical e acho mesmo que não justificam nada de nada. Then, again, a coisa andará algures lá no meio. Há pessoas que são muito boas tendo tido vidas que para muitos justificariam todo o contrário, e vice-versa também (acho que é o mais comum, gente má como as cobras que não se percebe what the fuck lhes poderia ter acontecido que resultasse em tanta malvadez.) Eu nestes temas sou muito pouco empirista: penso que a genética (ie, a ciência) tem muito ue nos ensinar sobre a tão sobre valorizada natureza humana. Mas às vezes gostava de ser um pouco como a Rita: é verdade que ao esperar sempre o melhor ela também se desilude muito, mas eu vivo em permanente desilusão, bolas, e cansa.