23.1.09

We'll always have Tonicê!

Contra este cansaço mental que me aterra, acho que nada melhor que voltar a tomar o Tonicê. O Tonicê é um medicamento 5 estrelas - e além do mais trás-me sempre boas recordações. Lembro-me de estar com a Ana Rita, há 3 anos (mas já passaram três anos???), na nossa casa de Móstoles, e à hora de jantar lá tomávamos as duas o nosso respectivo Tonicê, antes da mais que habitual massa com bacon, espectacularmente deliciosa e obviamente hiper-calórica. Designavamo-nos por "Brigada do Tonicê" e era o nosso dirty little secret, como se aquilo fosse alguma espécie de droga ilegal hiper-potenciadora das nossas vantagens competitivas, da qual ninguém podia saber sob pena de sermos desclassificadas.

A verdade é que, placebo ou não, o amigo Tonicê ajudou-nos a levar para diante aquele mestrado-pós-graduação-cena-a-dar-para-o-MBA-mas-de-empresas-energéticas, que foi esse ano no ISE. Com tanta noite (quase todas) a deitarmo-nos perto das três da manhã, para as sete já estarmos a pé, mais a inevitável adaptação ao espanhol, no fim do ano, a Rita foi das melhores alunas a nível de exames e eu das melhores a nível de trabalhos práticos.

Sempre assim, ela mais dedicada - ok, marrona - e responsável, eu mais pragmática - ok, preguiçosa - e leviana. Cada uma com o seu estilo muito próprio, começámos por ser as portuguesas com quem ninguém queria trabalhar (não sabiamos espanhol). Acabámos como duas das mais respeitadas e disputadas (e fluentes em castelhano). Verdade seja dita, não envergonhámos Portugal. Eu e a Rita partilhámos uma casa e as nossas vidas por necessidade, somos muito diferentes, etc., etc., mas tornámo-nos grandes amigas e somos amigas para sempre. Acho que no fim de contas, são coisas fundamentais as que nos unem - somos honestas, directas, não somos rancorosas nem invejosas.

Talvez o Tonicê tenha sido simplesmente o catalizador dessa áurea que faz com que a soma de uma Rita e uma Margarida na sua casa de Móstoles seja bem mais que um par de tugas emigradas. Porque mesmo com telefone, internet e o diabo a quatro, quando eu andava por casa a refilar que eram todos uns coninhas porque ninguém queria ir beber uma cerveja para desanuviar na véspera de um exame, e ela reclamava que eram todos uns peixeiros e que tinha tantas saudades do silêncio do nosso Portugal, só lá estávamos as duas, em carne e osso, para rir na cara uma da outra. Ou chorar, se fosse necessário.

A Rita é uma das minhas melhores amigas, e, como todas as minhas melhores amigas, é uma gaja com os tomates no sítio. Por isso, mesmo quando estamos longe, que de resto é quase sempre, lembro-me sempre que "we'll always have Tonicê". E eu sei que ela também.

10 comentários:

Anónimo disse...

Fui a primeira a ler! Conseguiste deixar-me arrepiada, de lágrimas nos olhos e com um sorriso estupidamente rasgado na cara, o que acredita, não acontece muitas vezes, sua parva! Primeiro, consegues escrever muito bem, o que aliás, eu já sabia mesmo antes de te conhecer pessoalmente. Mas sobretudo, porque o que escreveste é uma imensa homenagem áquilo que vivemos e que passámos juntas, coisas boas e coisas menos boas.
Trouxeste-me à memória momentos antigos...A Brigada do Tonicê!:) Foram tempos intensos, marcantes, mas que voltaria a repetir, pela riqueza da experiência. Cresci como profissional e como pessoa, a um ritmo alucinante, durante aqueles 11 meses que passámos em Móstoles. Em parte, pela própria experiência ISE, mas também e muito por aquilo que vivemos juntas... Se conseguiste absorver de mim metade daquilo que eu absorvi de ti, como profissional e como ser humano, dá-te por muito contente! Sabes uma coisa? Fazes cá falta... Tu, inteira, como um todo, a refilar e tudo! Fazes cá falta. Mas algo me diz que as nossas vidas se voltarão a cruzar, em qualquer outro ponto no futuro. Até lá, We'll always have Tonicê!
Obrigada.

Rita

Ervi Mendel disse...

Margarida e Rita,
Vocês estejam à vontade. Se quiserem dar uns beijinhos e abracinhos eu fico só a ver e juro que não faço barulho!!!!

Margarida disse...

Rita,
fico toda babada! :D

Ervi,
isso era o que tu querias! :p

Martim disse...

Isso do Tonice comigo não funciona...que pena :(

mitro disse...

Um gaja com tomates, hein?

Adriana Leao disse...

Ola pessoal, sou Adriana Leao e tenho algo a falar do Tonicê. Tomei sem receita medica,pq alguém disse-me q era bom pra deixar o cérebro mais ágil. Tomei somente ate três ambolas, não tudo de uma vez. ATENÇAO,TOMEI UM A CADA DIA. Ou seja tomei um num dia qq e tomei o ultimo no sábado. No domingo, sem motivo algum, tive uma convulsão em pleno centro comercial. Começou com uma dormência na língua, qdo a mesma saiu do controle e a boca entortava ate eu perder a consciência. Acordei com os bombeiros a me dar os primeiros socorros.
Não tomei mais o tonicê e nem aconselho sem prescrição medica.
Vivi um pesadelo de segundos, porem não me sinto mais a mesma devido ao trauma.

Cuidado com o q indicam, o que é bom pra um , nem sempre é bom pra todos.

Abraços a tdos

arber2002 disse...

Obrigado Adriana pelo seu testemunho.
Cheguei aqui ao pesquisar no Google sobre TONICÊ. Um filho meu começou recentemente a tomar isso, não sei se com receita médica (é tão fechado que não somos permitidos perguntar-lhe nada!).
Uma coisa que encontrei (não foi em post ou comentário em blog) dizia que não é indicado para utilização clínica e que não é aconselhado a pessoas com epilepsia e outros problemas de saúde, como hipertensão.
Terá V. sofrido um ataque provocado pelo Tonicê?! As suas referências à língua presa pode ser um sintoma, e vejo que passou por uma situação muito perigosa.
Acredite que o seu testemunho vai direitinho para o meu teimoso filho! Obrigado

elisabete reis disse...

Um pequeno reparo: traz-me, verbo trazer

elisabete reis disse...

Um pequeno reparo: traz-me, verbo trazer

Anónimo disse...

Sobre o TONICÊ:
porque encontrei pouca informação e feedback, junto aqui a minha posta de pescada.
O kick inicial é incrível. É tipo um gole de café pela manhã. SHARP e DE OLHOS BEM ABERTOS.
Mas, progressivamente, o corpo começa a sentir-se deprimido sem aquela droga (quando deixamos o medicamente).
No meu caso foi receita médica, em contexto de transtorno depressivo.
Fiquei deprimida quando larguei, por isso não sei que efeito positivo pode ter nesse contexto.
Não tenho dados concretos mas sinto que sim, que destabiliza o humor.