Mostrar mensagens com a etiqueta Ideias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ideias. Mostrar todas as mensagens
13.4.11
29.3.11
Ensinamentos de mãe
Quanto mais te baixares, mais se te verá o cu.
(Sempre precedido de "ai, eu não gosto nada desta palavra, mas...")
(Sempre precedido de "ai, eu não gosto nada desta palavra, mas...")
23.3.11
O despertar
Gosto mesmo da expressão The Arab Awakening, por estes dias repetida à exaustão. Por um lado lembra-me o distante 10º ano e a primeira aula de filosofia com a Alegoria da Caverna. Sim, é uma visão muito romântica da coisa, o povo árabe a libertar-se da sua condição de escuridão e da opressão em que vive aprisionado. Infelizmente a luz da verdade é sangrenta e cruel. Tenho esperança que as democracias ocidentais cumpram com o seu dever, que não é outro senão o de actuar para impedir, ou ao menos minimizar, a chacina pandémica a que estamos a assistir. Estou expectante quanto a um final feliz. Utopia? A ver vamos.
O mundo está a mudar as we speak.
O mundo está a mudar as we speak.
22.3.11
Al Jazeera
Farta da CNN (eles já foram melhores, não já?) ontem dei por mim a ver o canal de notícias Al Jazeera e a mandar a baixo pelos menos umas 5 mol de preconceitos. Em meia-hora não se avalia um canal, mas gostei do que vi, correspondentes árabes e europeus, diplomatas americanos, vários pontos de vista, enfim, muito menos tendencioso do que imaginava que fosse.
12.3.11
7.12.10
Nunca é tarde para aprender a ver
Curso de Desenho: Aprender a Ver
O segredo do desenho à vista é desenhar o que está à nossa frente e não o que achamos que deveria ser. Parece simples, e na realidade é, mas intuitivamente transformamos e simplificamos o mundo a nossa volta, aqui reside o conflito quando vamos desenhar.
É necessário desbloquearmo-nos dos símbolos e aprendermos a ver. Esta aptidão tem aplicações em todas as áreas e desenvolve o pensamento criativo. Desenhar é uma forma de expressão artística, a experimentação de diferentes materiais e técnicas é parte integrante desta introdução à vasta e fascinante disciplina.
Duas artistas, dois pontos de vista que irão fazer deste curso uma experiência enriquecedora.
Professoras: Ana Fonseca e Marta Sales
Início do curso: 3 ou 7 de Janeiro 2011
Duração do curso: 2 meses
Horários: Seg. 19:30 às 22h e Sex 19:30 às 22h
Inscrição: 60 euros (inclui um kit de iniciação)
Mensalidade: 90 euros
Turma com mínimo de 6 alunos e máximo de 12 alunos
Promoção: Redução de 25% na inscrição para todos os alunos que se inscrevam até ao dia 20 de Dezembro 2010
Atelier do Cardal
Rua do Cardal de São José, 6A, 1150 Lisboa
Como chegar ao Atelier do Cardal: Virar para a Rua das Pretas, quando na Avenida da Liberdade, depois, virar na primeira à esquerda (R. São José), primeira à direita (R. da Fé) e Rua do Cardal de São José fica na primeira à esquerda.
Blog da Marta Sales: http://codigo-postal-para-ausentes.blogspot.com/
O segredo do desenho à vista é desenhar o que está à nossa frente e não o que achamos que deveria ser. Parece simples, e na realidade é, mas intuitivamente transformamos e simplificamos o mundo a nossa volta, aqui reside o conflito quando vamos desenhar.
É necessário desbloquearmo-nos dos símbolos e aprendermos a ver. Esta aptidão tem aplicações em todas as áreas e desenvolve o pensamento criativo. Desenhar é uma forma de expressão artística, a experimentação de diferentes materiais e técnicas é parte integrante desta introdução à vasta e fascinante disciplina.
Duas artistas, dois pontos de vista que irão fazer deste curso uma experiência enriquecedora.
Professoras: Ana Fonseca e Marta Sales
Início do curso: 3 ou 7 de Janeiro 2011
Duração do curso: 2 meses
Horários: Seg. 19:30 às 22h e Sex 19:30 às 22h
Inscrição: 60 euros (inclui um kit de iniciação)
Mensalidade: 90 euros
Turma com mínimo de 6 alunos e máximo de 12 alunos
Promoção: Redução de 25% na inscrição para todos os alunos que se inscrevam até ao dia 20 de Dezembro 2010
Atelier do Cardal
Rua do Cardal de São José, 6A, 1150 Lisboa
Como chegar ao Atelier do Cardal: Virar para a Rua das Pretas, quando na Avenida da Liberdade, depois, virar na primeira à esquerda (R. São José), primeira à direita (R. da Fé) e Rua do Cardal de São José fica na primeira à esquerda.
Blog da Marta Sales: http://codigo-postal-para-ausentes.blogspot.com/
24.9.10
Estou farta
Tenho de avisar o blog que chegou o Outono. Estar sempre a ver a Ilha do Pessegueiro dá-me stress, agora que sei que só pró ano. E, convenhamos, foto de merda.
4.8.10
Liguei a televisão mas durou pouco
Se eu passasse a tarde na televisão, com os meus colegas do técnico, a relembrar, sei lá, o professor Romão Dias (é só um exemplo), e as suas aulas, e a sua joie de vivre etc. etc., não seria uma seca para as outras pessoas, de outras áreas, que não fazem puto ideia quem foi o senhor e o que fez de importante e os motivos que nos levaram os seus ex-alunos a sentir tanto a sua morte?
Eu acho que sim.
Pois para mim também é uma seca ter que levar com debates exaustivos sobre a morte de jornalistas e actores. Só porque têm uma profissão com projecção mediática, não me parece assim tão boa ideia a dos seus companheiros de profissão decidirem que isso faz dessas pessoas figuras extremamente importantes ou até mesmo incontornavéis da história de Portugal.
Mas pronto, é Agosto. Se calhar não há incêndios.
Eu acho que sim.
Pois para mim também é uma seca ter que levar com debates exaustivos sobre a morte de jornalistas e actores. Só porque têm uma profissão com projecção mediática, não me parece assim tão boa ideia a dos seus companheiros de profissão decidirem que isso faz dessas pessoas figuras extremamente importantes ou até mesmo incontornavéis da história de Portugal.
Mas pronto, é Agosto. Se calhar não há incêndios.
Será dos (quase) 30?
Cada vez me apetece menos escrever ou elaborar sobre temas interessantes e fundamentais. Eu continuo a ter pensamentos existencialistas, mas depois quando abro a boca só saem palavras simples como piscina, mar, praia, fim-de-semana, saldos, calor, clara con limón, regabofe, bailar.
A idade está a tornar-me fútil.
A idade está a tornar-me fútil.
15.7.10
Canil Municipal de Lisboa
Eu não pertenco ao PPA, mas não é preciso. Já resgatei animais do canil municipal de Lisboa e vi com os meus próprios olhos. O que se mostra em fotos nesta página é verdade e só é pena não haver uma vista geral do recinto para se ter a verdadeira noção do nojo que aquilo é. As fotos não transmitem os sons de queixume nem o odor das fezes, uma pena.
Não sei se é pior sinal termos um canil municipal deste calibre, se é termos uma percentagem considerável da população que abandona e maltrata animais como quem pede uma bica, outra que se está pouco borrifando para o tema e, em cima, trata com gozo e condescendência a minoria tenta fazer algo para inverter a tendência.
Aqui fica uma iniciativa que pode dar os seus frutos se formos muitos a colaborar. E é grátis!
Por favor, enviar para:
municipe@cm-lisboa.pt; lcgomes@cm-lisboa.pt; geral@cm-lisboa.pt; canil.gatil@cm-lisboa.pt; daev@cm-lisboa.pt; dhurs@cm-lisboa.pt; gab.presidente@cm-lisboa.pt; dirgeral@dgv.min-agricultura.pt; secretariado.direccao@dgv.min-agricultura.pt; avasconcelos@dgv.min-agricultura.pt; pinafonseca@dgv.min-agricultura.pt; carlos.apolinario@dgv.min-agricultura.pt; correio.geral@ar.parlamento.pt; sg.correio@ar.parlamento.pt; gabpar@ar.parlamento.pt; CIC.RP@ar.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt; gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_pp@pp.parlamento.pt; bloco.esquerda@be.parlamento.pt; gp_pcp@pcp.parlamento.pt; pev.correio@pev.parlamento.pt;
CC: ppalisboa@gmail.com
Assunto: Canil/Gatil Municipal de Lisboa
Exmos. (as) Srs. (as),
Venho, por este meio, comunicar a V. Exas a minha indignação e o meu descontentamento resultantes das degradantes condições apresentadas pelo Canil/Gatil Municipal de Lisboa
Como é do conhecimento de todos e tal como diz na página da Câmara Municipal de Lisboa, o Orçamento Participativo visa contribuir para o exercício de uma intervenção informada, activa e responsável dos cidadãos nos processos de governação local, garantindo a participação dos cidadãos na decisão sobre a afectação de recursos às políticas públicas municipais e possibilitando, assim, ao executivo municipal corresponder às reais necessidades e aspirações da população. O projecto vencedor do Orçamento Participativo de 2010 foi a 3ª Fase da Construção do Canil/Gatil Municipal em Monsanto com 754 Votos, demonstrando assim que os cidadãos não só estão informados em relação às condições do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, como desejam que esta realidade mude. Onde foram então utilizados os 375.000 euros?
As condições do Canil/Gatil Municipal de Lisboa continuam um verdadeiro atentado ao bem-estar de todos os animais que lá se encontram, envergonhando os cidadãos Portugueses, indignas de uma Instituição da própria Capital que deveria ser um Centro de Bem Estar Animal. Animais subnutridos, animais deprimidos, animais com problemas de pele, animais feridos e por tratar, animais que (sobre)vivem no meio de fezes, medicamentos fora de prazo, instrumentos que não funcionam, animais amontoados sobre outros animais como se de cadáveres se tratassem, doenças mal diagnosticadas, mal atribuídas, mal seguidas. Boxes exteriores feitas de um metal que ferve com o calor do Verão e gela nos dias mais frios do Inverno, cubículos minúsculos na ala interior, onde os animais se encontram presos a correntes que lhes bloqueiam os movimentos, correntes que por vezes nem lhes permitem deitar-se ou chegar ao alimento, deitados em cima das próprias fezes e urina que por vezes se misturam com as tigelas da comida, onde passam os dias e as noites acorrentados, sem ver a luz do Sol, sem fazer o exercício físico ao qual têm direito, onde vão definhando, acabando muitas vezes por morrer. Gatos enjaulados em caixas de metal igualmente pequenas, onde se chegam a encontrar amontoados à meia dúzia, apoiados em redes onde prendem as patas e por vezes as partem.
Em pleno século XXI fala-se de uma sociedade evoluída, uma época onde o projecto do desenvolvimento contemporâneo parece, finalmente, ter-se cumprido. Mas, de que nos serve os avanços tecnológicos, as mudanças de um processo global de abertura económica, se descobrimos como pano de fundo um cenário vergonhoso e desumano caracterizado pelo atraso moral, pela falta de respeito, solidariedade e sensibilidade face aos animais?! É inadmissível que esta lacuna prossiga e que se continue a presenciar a falta de preocupação e respeito para com os nossos fiéis companheiros!
Perante tais factos, solicito que as Entidades devidas se reúnam para que alterações urgentes sejam realizadas. Tais como:
- Melhoria da qualidade de vida dos animais acolhidos pelo Canil / Gatil minimizando as situações de stress e inadaptação;
- Formação de tratadores municipais na área do bem-estar animal e acções de cooperação;
- Acções de sensibilização da população para a adopção, esterilização, vacinação/desparasitação;
- Esterilização de todos os animais recolhidos pelo Canil / Gatil;
- Cuidados Veterinários para todos os animais recolhidos pelo Canil / Gatil garantindo a sua desparasitação / vacinação (alargamento à vacinação contras doenças infecto-contagiosas);
- Criação e desenvolvimento de um Protocolo de Colaboração entre o Município de Lisboa e Associações/Grupos de Protecção Animal prevendo a cooperação entre as partes para a implementação de um projecto de divulgação e sensibilização para a adopção dos animais existentes no Canil / Gatil;
- Criação e desenvolvimento de um Programa de Voluntariado para o Canil / Gatil;
- Eliminação completa da política de abates de forma a transformar o CGM num espaço de protecção animal de referência, verdadeiramente aberto à população, eliminando por completo o estatuto de ‘canil de abate’;
Este apelo chega-vos para que saibam: Os cidadãos estão atentos e querem que esta situação mude urgentemente! Não vos será imposto um prazo, no entanto exijo que os pontos supramencionados sejam levados com a máxima consideração, para que as alterações sejam feitas o quanto antes.
Aguardarei uma resposta de V. Exas., sendo que no caso de nada ser feito farei uso dos mecanismos legais disponíveis para o efeito.
Com os melhores cumprimentos,
[NOME]
[LOCALIDADE]
[E-MAIL]
Não sei se é pior sinal termos um canil municipal deste calibre, se é termos uma percentagem considerável da população que abandona e maltrata animais como quem pede uma bica, outra que se está pouco borrifando para o tema e, em cima, trata com gozo e condescendência a minoria tenta fazer algo para inverter a tendência.
Aqui fica uma iniciativa que pode dar os seus frutos se formos muitos a colaborar. E é grátis!
Por favor, enviar para:
municipe@cm-lisboa.pt; lcgomes@cm-lisboa.pt; geral@cm-lisboa.pt; canil.gatil@cm-lisboa.pt; daev@cm-lisboa.pt; dhurs@cm-lisboa.pt; gab.presidente@cm-lisboa.pt; dirgeral@dgv.min-agricultura.pt; secretariado.direccao@dgv.min-agricultura.pt; avasconcelos@dgv.min-agricultura.pt; pinafonseca@dgv.min-agricultura.pt; carlos.apolinario@dgv.min-agricultura.pt; correio.geral@ar.parlamento.pt; sg.correio@ar.parlamento.pt; gabpar@ar.parlamento.pt; CIC.RP@ar.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt; gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_pp@pp.parlamento.pt; bloco.esquerda@be.parlamento.pt; gp_pcp@pcp.parlamento.pt; pev.correio@pev.parlamento.pt;
CC: ppalisboa@gmail.com
Assunto: Canil/Gatil Municipal de Lisboa
Exmos. (as) Srs. (as),
Venho, por este meio, comunicar a V. Exas a minha indignação e o meu descontentamento resultantes das degradantes condições apresentadas pelo Canil/Gatil Municipal de Lisboa
Como é do conhecimento de todos e tal como diz na página da Câmara Municipal de Lisboa, o Orçamento Participativo visa contribuir para o exercício de uma intervenção informada, activa e responsável dos cidadãos nos processos de governação local, garantindo a participação dos cidadãos na decisão sobre a afectação de recursos às políticas públicas municipais e possibilitando, assim, ao executivo municipal corresponder às reais necessidades e aspirações da população. O projecto vencedor do Orçamento Participativo de 2010 foi a 3ª Fase da Construção do Canil/Gatil Municipal em Monsanto com 754 Votos, demonstrando assim que os cidadãos não só estão informados em relação às condições do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, como desejam que esta realidade mude. Onde foram então utilizados os 375.000 euros?
As condições do Canil/Gatil Municipal de Lisboa continuam um verdadeiro atentado ao bem-estar de todos os animais que lá se encontram, envergonhando os cidadãos Portugueses, indignas de uma Instituição da própria Capital que deveria ser um Centro de Bem Estar Animal. Animais subnutridos, animais deprimidos, animais com problemas de pele, animais feridos e por tratar, animais que (sobre)vivem no meio de fezes, medicamentos fora de prazo, instrumentos que não funcionam, animais amontoados sobre outros animais como se de cadáveres se tratassem, doenças mal diagnosticadas, mal atribuídas, mal seguidas. Boxes exteriores feitas de um metal que ferve com o calor do Verão e gela nos dias mais frios do Inverno, cubículos minúsculos na ala interior, onde os animais se encontram presos a correntes que lhes bloqueiam os movimentos, correntes que por vezes nem lhes permitem deitar-se ou chegar ao alimento, deitados em cima das próprias fezes e urina que por vezes se misturam com as tigelas da comida, onde passam os dias e as noites acorrentados, sem ver a luz do Sol, sem fazer o exercício físico ao qual têm direito, onde vão definhando, acabando muitas vezes por morrer. Gatos enjaulados em caixas de metal igualmente pequenas, onde se chegam a encontrar amontoados à meia dúzia, apoiados em redes onde prendem as patas e por vezes as partem.
Em pleno século XXI fala-se de uma sociedade evoluída, uma época onde o projecto do desenvolvimento contemporâneo parece, finalmente, ter-se cumprido. Mas, de que nos serve os avanços tecnológicos, as mudanças de um processo global de abertura económica, se descobrimos como pano de fundo um cenário vergonhoso e desumano caracterizado pelo atraso moral, pela falta de respeito, solidariedade e sensibilidade face aos animais?! É inadmissível que esta lacuna prossiga e que se continue a presenciar a falta de preocupação e respeito para com os nossos fiéis companheiros!
Perante tais factos, solicito que as Entidades devidas se reúnam para que alterações urgentes sejam realizadas. Tais como:
- Melhoria da qualidade de vida dos animais acolhidos pelo Canil / Gatil minimizando as situações de stress e inadaptação;
- Formação de tratadores municipais na área do bem-estar animal e acções de cooperação;
- Acções de sensibilização da população para a adopção, esterilização, vacinação/desparasitação;
- Esterilização de todos os animais recolhidos pelo Canil / Gatil;
- Cuidados Veterinários para todos os animais recolhidos pelo Canil / Gatil garantindo a sua desparasitação / vacinação (alargamento à vacinação contras doenças infecto-contagiosas);
- Criação e desenvolvimento de um Protocolo de Colaboração entre o Município de Lisboa e Associações/Grupos de Protecção Animal prevendo a cooperação entre as partes para a implementação de um projecto de divulgação e sensibilização para a adopção dos animais existentes no Canil / Gatil;
- Criação e desenvolvimento de um Programa de Voluntariado para o Canil / Gatil;
- Eliminação completa da política de abates de forma a transformar o CGM num espaço de protecção animal de referência, verdadeiramente aberto à população, eliminando por completo o estatuto de ‘canil de abate’;
Este apelo chega-vos para que saibam: Os cidadãos estão atentos e querem que esta situação mude urgentemente! Não vos será imposto um prazo, no entanto exijo que os pontos supramencionados sejam levados com a máxima consideração, para que as alterações sejam feitas o quanto antes.
Aguardarei uma resposta de V. Exas., sendo que no caso de nada ser feito farei uso dos mecanismos legais disponíveis para o efeito.
Com os melhores cumprimentos,
[NOME]
[LOCALIDADE]
[E-MAIL]
24.5.10
Ou estás comigo ou contra mim
A blogo divide-se entre as pessoas que ontem acompanharam o Lost e as que acompanharam os Globos de Ouro.
20.5.10
Mas para algumas até parece fácil
E depois há a Kitty Fane, que faz passatempos e nem por isso o blog fica pior. São espaçados no tempo e com uns textos curtos e claros e delicados que até se fica com vontade de ler mesmo sabendo que aquilo é um passatempo (argh). Aliás, tudo no blog dela consegue ser harmonioso, até quando refila é engraçada. Inspira-me assim uma onda semi relaxante parecida como quando vou levar uma massagem.
A Kitty Fane lembra-me a minha professora de português do 7º ano, era super feminina e andávamos todas de roda dela disputando a sua atenção e a pseudo-amizade. Imaginávamos que era possível crescer e ficar assim. Depois tornámo-nos todas mais feministas que femininas, mais duras que delicadas. Coisas da vida.
A Kitty Fane lembra-me a minha professora de português do 7º ano, era super feminina e andávamos todas de roda dela disputando a sua atenção e a pseudo-amizade. Imaginávamos que era possível crescer e ficar assim. Depois tornámo-nos todas mais feministas que femininas, mais duras que delicadas. Coisas da vida.
19.5.10
Ser rico
É por coisas como estas (vide post surreal) que eu sei que mesmo que tentasse com muita força nunca conseguiria ser, nem genuinamente e nem sequer de bom grado, uma rica dondoca e alegremente despreocupada. É que o luxo não me deslumbra por aí além. Mesmo. Se calhar isto é conversa de pobre, mas se assim é tanto melhor, também não quero enganar ninguém.
O único motivo que me faz realmente desejar ter muito dinheiro, é que esse muito dinheiro permitiria-me ter (comprar) TEMPO para gastar esta vida a fazer as coisas que realmente quero fazer.
Agora, nem de perto nem de longe essas "coisas que eu realmente quero fazer" incluem como estilo de vida bombar o preço de um T2 em Madrid numa tarde de compras, por exemplo.
É que o dinheiro vem com responsabilidade às costas, de modos que se não for usado decentemente depois no fim (só) fica a culpa. Sempre me perguntei como é que os muito muito ricos, em geral e fora alguma inusitada excepção, não sentiam isto. Deve fazer parte de ser-se rico. Ou então, é mesmo problema meu.
O único motivo que me faz realmente desejar ter muito dinheiro, é que esse muito dinheiro permitiria-me ter (comprar) TEMPO para gastar esta vida a fazer as coisas que realmente quero fazer.
Agora, nem de perto nem de longe essas "coisas que eu realmente quero fazer" incluem como estilo de vida bombar o preço de um T2 em Madrid numa tarde de compras, por exemplo.
É que o dinheiro vem com responsabilidade às costas, de modos que se não for usado decentemente depois no fim (só) fica a culpa. Sempre me perguntei como é que os muito muito ricos, em geral e fora alguma inusitada excepção, não sentiam isto. Deve fazer parte de ser-se rico. Ou então, é mesmo problema meu.
15.5.10
A vida não está fácil
Deve ser dura a vida das blogo stars, a sério que sim. Elas sabem que os passatempos transformam qualquer blog (mesmo um bom) em caca de galinha remisturada com ovos podres. No entanto, a tentação é grande, já se deduz que por cada passatempo recebem pelo menos o equivalente ao que oferecem à grande massa, pois é.
Que fácil é não vender a alma enquanto não há ninguém a querer comprar.
Que fácil é não vender a alma enquanto não há ninguém a querer comprar.
12.5.10
Open your eyes, via CHP
Animais a fazer coisas de gente NUNCA é bom sinal. Não é fofinho, não é espectacular, não é para reencaminhar. É simplesmente nojento.
Isto a propósito do post "Open your eyes", nas Crónicas das Horas Perdidas.
Às vezes neurónios e sinapses e um bocadinho mais de espírito crítico não fazia mal nenhum, e guess what, não só é grátis, como não estraga o penteado. Nem parte as pontas.
Isto a propósito do post "Open your eyes", nas Crónicas das Horas Perdidas.
Às vezes neurónios e sinapses e um bocadinho mais de espírito crítico não fazia mal nenhum, e guess what, não só é grátis, como não estraga o penteado. Nem parte as pontas.
28.4.10
The importance of not being Greece
In short, Portugal is indeed different from Greece. But if the markets decided to put this to the test, chronic low growth, a drastic loss of competitiveness and high public and private indebtedness are all weaknesses which could swiftly undermine the protection that being different is meant to bring.
Adivinham? Do Economist, claro. A diferença é que não é todos os dias que Portugal tem dirreito a um artigo de verdade (normalmente é mais no meio de rankings maus que costumamos aparecer). E não sendo pelos melhores motivos, também nem tudo o que se diz é mau, e se o Economist o diz, tem o seu valor. Leitura obrigatória.
Adivinham? Do Economist, claro. A diferença é que não é todos os dias que Portugal tem dirreito a um artigo de verdade (normalmente é mais no meio de rankings maus que costumamos aparecer). E não sendo pelos melhores motivos, também nem tudo o que se diz é mau, e se o Economist o diz, tem o seu valor. Leitura obrigatória.
21.4.10
Não me guio pelas ISO da qualidade
Há pouco tempo mais ou menos por acaso vi um filme adapatado do romance do Somerset Maugham "O véu pintado". Naquelas breves linhas que se se viam claramente puxadas do texto original, (tem de estar brilhante, a ver se me lembro de comprar), a dada altura os protaganistas alinham uma daquelas conversas redentoras que explica tudo o que ficou para trás e define tudo o que está para a frente. Ele diz-lhe algo do estilo "tens razão, não deviamos ter procurado um no outro qualidades que nunca tivemos".
Por muito tempo procurei nos outros qualidades de insatisfação constante, necessidade de melhoria contínua, frontalidade e sinceridade. Desisti, finalmente. Essas são qualidades minhas.
Ao contrário, os outros procuram geralmente em mim uma simplicidade que não tenho, avaliam-me como sendo demasiado exigente e ao mesmo tempo criticam-me a facilidade para perdoar - os outros - que toda a gente gosta de fazer merda da grossa e ser perdoado, mas toda a gente acha que os outros não são assim tão merecedores. É que na realidade, não é uma questão de se merecer ou não. É só uma questão de não procurar nos outros qualidades a que nunca aspiraram.
Por isso mantenho algumas relações incompreendidas por terceiros também eles muitas vezes incompreendidos, ou porque a pessoa é uma invejosa, ou porque é mentirosa, ou porque é simplesmente tóxica, cheia daquele veneno à laia de uma no cravo e outra na ferradura (confesso que este género me dá especial gozo, principalmente porque gostam de se passar por inocentes, e a malta compra) .
O que eu não tenho de certeza é relações com pessoas desinteressantes. Essas aborrecem-me e irritam-me, é detesto apatia. As outras, cheias de defeitos, normalmente têm qualidades extraordinárias também - que eu aproveito, como não, que toda a amizade é egoísta.
Eu sou daquele tipo que julga, mas que continua a relacionar-se com o criminoso. O melhor de tudo é que nem por um único minuto deixei de dizer a todos eles aquilo que pensava do que foram, do que são e do que poderiam ser. Porque insatisfação constante, necessidade de melhoria contínua, frontalidade e sinceridade são qualidades minhas. Se aceitarem isso, são bem-vindos.
Por muito tempo procurei nos outros qualidades de insatisfação constante, necessidade de melhoria contínua, frontalidade e sinceridade. Desisti, finalmente. Essas são qualidades minhas.
Ao contrário, os outros procuram geralmente em mim uma simplicidade que não tenho, avaliam-me como sendo demasiado exigente e ao mesmo tempo criticam-me a facilidade para perdoar - os outros - que toda a gente gosta de fazer merda da grossa e ser perdoado, mas toda a gente acha que os outros não são assim tão merecedores. É que na realidade, não é uma questão de se merecer ou não. É só uma questão de não procurar nos outros qualidades a que nunca aspiraram.
Por isso mantenho algumas relações incompreendidas por terceiros também eles muitas vezes incompreendidos, ou porque a pessoa é uma invejosa, ou porque é mentirosa, ou porque é simplesmente tóxica, cheia daquele veneno à laia de uma no cravo e outra na ferradura (confesso que este género me dá especial gozo, principalmente porque gostam de se passar por inocentes, e a malta compra) .
O que eu não tenho de certeza é relações com pessoas desinteressantes. Essas aborrecem-me e irritam-me, é detesto apatia. As outras, cheias de defeitos, normalmente têm qualidades extraordinárias também - que eu aproveito, como não, que toda a amizade é egoísta.
Eu sou daquele tipo que julga, mas que continua a relacionar-se com o criminoso. O melhor de tudo é que nem por um único minuto deixei de dizer a todos eles aquilo que pensava do que foram, do que são e do que poderiam ser. Porque insatisfação constante, necessidade de melhoria contínua, frontalidade e sinceridade são qualidades minhas. Se aceitarem isso, são bem-vindos.
26.2.10
5.2.10
In friends we trust
Esta semana não sei nada do mundo: em vez de ler o jornal ao pequeno-almoço, tenho andado a devorar a reportagem especial do Economist sobre redes sociais. Posso afirmar sem medos que já sou uma perita em Facebook, Twitter, LinkedIn e outras que tais. Veio mesmo a calhar, e confirma-se que o FB é o special one do momento. Agradeço aos senhores do Economist que visitam o meu blog :) terem publicado esta reportagem em tão bom momento, respondendo assim a muitas das minhas recentes inquietudes.
Por exemplo, aquilo que eu explicava de forma tão rudimentar afinal tem nome e apelido: é o "efeito de rede". Em palavras simples, a audiência de uma rede social inicialmente cresce devagar, mas, passado um determinado ponto, booom! Dizem que isto se explica porque quanto mais pessoas estejam ligadas, mais útil se pode tornar a rede para todos os que nela se encontram. É a mesma lógica de ter no telemóvel a rede que tem mais assinantes, ou pelo menos aquela que tem mais assinantes no nosso grupo de relações.
Eu penso que, no caso das redes sociais deveria antes chamar-se "efeito massacre": tantos convites recebe uma pessoa que um dia farta-se e regista-se. E depois se calhar até gosta. E depois se calhar até se torna mesmo muito pouco produtiva por causa do bichinho (muito, mas mesmo muito fatela).
Qualquer coisa parecida permitiu ao Avatar ultrapassar o revenue brutal do Titanic logo em Janeiro, e isso que diziam que ao ritmo de vendas do Natal ia demorar até Abril. Mas eu conheço para aí uma meia dúzia de pessoas que foram ver o Avatar duas vezes. A minha irmã foi ver três (!) vezes. Bolas, não entendo; eu gostei do filme, mas daí a repetir a dose no cinema se em poucos meses o poderei fazer em casa... mas isto sou eu que sou pelintra.
Adiante, algumas coisinhas giras sobre o FB:
- É o segundo site mais visitado do mundo, apenas ultrapassado, claro, pelo google.
- Demorou quase cinco anos para atingir os 150 milhões de utilizadores, mas apenas oito meses para duplicar essa cifra.
- Os australianos são os mais adictos (os que mais tempo passam ligados) seguidos dos bifes e dos italianos. Os espanhóis vêm em sexto e nós obviamente não aparecemos no gráfico.
Etc, etc, etc. Isto tem mesmo muito que se lhe diga. Infelizmente eu estou cheia de sono e assim sendo fico-me por aqui. Vão ao site do Economist que deve estar lá tudo. Como sempre, não desilude.
Por exemplo, aquilo que eu explicava de forma tão rudimentar afinal tem nome e apelido: é o "efeito de rede". Em palavras simples, a audiência de uma rede social inicialmente cresce devagar, mas, passado um determinado ponto, booom! Dizem que isto se explica porque quanto mais pessoas estejam ligadas, mais útil se pode tornar a rede para todos os que nela se encontram. É a mesma lógica de ter no telemóvel a rede que tem mais assinantes, ou pelo menos aquela que tem mais assinantes no nosso grupo de relações.
Eu penso que, no caso das redes sociais deveria antes chamar-se "efeito massacre": tantos convites recebe uma pessoa que um dia farta-se e regista-se. E depois se calhar até gosta. E depois se calhar até se torna mesmo muito pouco produtiva por causa do bichinho (muito, mas mesmo muito fatela).
Qualquer coisa parecida permitiu ao Avatar ultrapassar o revenue brutal do Titanic logo em Janeiro, e isso que diziam que ao ritmo de vendas do Natal ia demorar até Abril. Mas eu conheço para aí uma meia dúzia de pessoas que foram ver o Avatar duas vezes. A minha irmã foi ver três (!) vezes. Bolas, não entendo; eu gostei do filme, mas daí a repetir a dose no cinema se em poucos meses o poderei fazer em casa... mas isto sou eu que sou pelintra.
Adiante, algumas coisinhas giras sobre o FB:
- É o segundo site mais visitado do mundo, apenas ultrapassado, claro, pelo google.
- Demorou quase cinco anos para atingir os 150 milhões de utilizadores, mas apenas oito meses para duplicar essa cifra.
- Os australianos são os mais adictos (os que mais tempo passam ligados) seguidos dos bifes e dos italianos. Os espanhóis vêm em sexto e nós obviamente não aparecemos no gráfico.
Etc, etc, etc. Isto tem mesmo muito que se lhe diga. Infelizmente eu estou cheia de sono e assim sendo fico-me por aqui. Vão ao site do Economist que deve estar lá tudo. Como sempre, não desilude.
26.1.10
And yet it does rise
Esta noite nevou outra vez em Madrid. Até me custa a crer que se prevê que 2010 seja o mais quente da década (daquela década que AINDA NÃO acabou, ok?, a que vai de 2001 a 2010). "The betting is that 2010 will be the hottest year on record. But understanding how the planet’s temperature changes is still a challenge to science." A excelência, as usual, pela mão do Economist, para ler aqui. Bom dia!
Subscrever:
Mensagens (Atom)

