5.2.10

In friends we trust

Esta semana não sei nada do mundo: em vez de ler o jornal ao pequeno-almoço, tenho andado a devorar a reportagem especial do Economist sobre redes sociais. Posso afirmar sem medos que já sou uma perita em Facebook, Twitter, LinkedIn e outras que tais. Veio mesmo a calhar, e confirma-se que o FB é o special one do momento. Agradeço aos senhores do Economist que visitam o meu blog :) terem publicado esta reportagem em tão bom momento, respondendo assim a muitas das minhas recentes inquietudes.

Por exemplo, aquilo que eu explicava de forma tão rudimentar afinal tem nome e apelido: é o "efeito de rede". Em palavras simples, a audiência de uma rede social inicialmente cresce devagar, mas, passado um determinado ponto, booom! Dizem que isto se explica porque quanto mais pessoas estejam ligadas, mais útil se pode tornar a rede para todos os que nela se encontram. É a mesma lógica de ter no telemóvel a rede que tem mais assinantes, ou pelo menos aquela que tem mais assinantes no nosso grupo de relações.

Eu penso que, no caso das redes sociais deveria antes chamar-se "efeito massacre": tantos convites recebe uma pessoa que um dia farta-se e regista-se. E depois se calhar até gosta. E depois se calhar até se torna mesmo muito pouco produtiva por causa do bichinho (muito, mas mesmo muito fatela).

Qualquer coisa parecida permitiu ao Avatar ultrapassar o revenue brutal do Titanic logo em Janeiro, e isso que diziam que ao ritmo de vendas do Natal ia demorar até Abril. Mas eu conheço para aí uma meia dúzia de pessoas que foram ver o Avatar duas vezes. A minha irmã foi ver três (!) vezes. Bolas, não entendo; eu gostei do filme, mas daí a repetir a dose no cinema se em poucos meses o poderei fazer em casa... mas isto sou eu que sou pelintra.

Adiante, algumas coisinhas giras sobre o FB:
- É o segundo site mais visitado do mundo, apenas ultrapassado, claro, pelo google.
- Demorou quase cinco anos para atingir os 150 milhões de utilizadores, mas apenas oito meses para duplicar essa cifra.
- Os australianos são os mais adictos (os que mais tempo passam ligados) seguidos dos bifes e dos italianos. Os espanhóis vêm em sexto e nós obviamente não aparecemos no gráfico.

Etc, etc, etc. Isto tem mesmo muito que se lhe diga. Infelizmente eu estou cheia de sono e assim sendo fico-me por aqui. Vão ao site do Economist que deve estar lá tudo. Como sempre, não desilude.

5 comentários:

Jibóia Cega disse...

adictos? Há quanto tempo estás em Espanha? :P

Maggie disse...

ups... não é português? Eu ia jurar que sim... bolas, isto vai de mal a peor! :)

Tito disse...

Eu também fiquei na dúvida, por isso fui verificar:
http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=adicto

TC

Jibóia Cega disse...

Maggie, até é capaz de ser, mas costuma-se dizer mais viciados. eheheh

Vai de mal a peor? Ou seja de guatemala para guatepeor? :P

Maggie disse...

Ah ah pois afinal pode-se usar adicto! E pode não ser muito comum mas també se usa. Assim até parece que sou muito culta e que conheço muitas palavras caras. :D