30.10.10

E finalmente vou descansar

Dias cheios estes últimos.

Obrigada às queridas que me enviaram mail a perguntar se estava tudo bem. Está tudo bem. :)

O video maniático e violento so early 90's foi postado porque 1) estou viciada na música; 2) já tinha saudades do Eminem e 3) o panhonha do Charlie do Lost tem vindo a ganhar pontos, já o personagem pseudo-mauzão d Flashforward me agradou, e neste video está excelente: já viram bem aquele dorso? E aqueles braços, ai.

E agora, finalmente, vou descansar. Abençoada ponte, por certo, o primeiro 1º de Novembro que vou passar em Madrid.

28.10.10

Em dias como hoje

Não sei o que escrever, com tanta coisa que estou a pensar.

24.10.10

Tudo se resume a moderação

É só isto, mas é obviamente difícil de aceitar (mais que compreender).

O exemplo do fumar é fácil e chiché, e se eu fosse pela mesma bitola dos extremismos de que em minha casa blablabla whiskas saquetas, fumaria a torto e a direito independentemente dos que na minha casa entram. No entanto, como isso seria apenas reduzir-me a esses extremismos que critico, já por muitas vezes deixei de fumar na minha própria casa, ou fumei menos, ou fui fumar para a cozinha. Às vezes devido à presença de uma criança, outras de uma grávida, ou até mesmo simplesmente porque sei que há alguém a quem realmente lhe incomoda muito o fumo (eu também não gosto de fumo, nem de cinzeiros sujos, e tenho a casa cheia de velas). Faço-o porque gosto que mi casa sea su casa también, a dos amigos dos quais gosto e que de mim gostam, sem classificações ou clichés morais que nos separem.

Segundo a lei, estou no meu inteiro direito de lhes encharcar as crianças e os fetos de fumo. Estou na minha casa e na minha casa mando eu. Mas como eu penso, sei lá, eu pondero, analiso as situações, não me custa nada fazê-lo. Gostava que às vezes, o contrário também se verificasse. Gostei do texto abaixo porque a pessoa tem este tipo de postura ponderada que tanto falta às discussões sobre fumar nos dias de hoje. Não é um cigarro ou dois num serão inteiro que vai fazer cancro aos coitadinhos dos passivos. Eu sei e eles sabem que é uma questão de postura. Exagerada, normalmente. Hoje está na moda, amanhã será passado. Simple as that.

23.10.10

Fumar

Vou passar a andar com este texto no bolso para oferecer aos meus amigos, todos aqueles (cada vez mais) que gentilmente me recebem em suas casas para depois educadamente me expulsarem para a varanda, ao frio e à chuva se for caso disso, evitando assim que contamine o ambiente oxigénio-activo das seus preciosos salões. Ou talvez não valha a pena, são discussões perdidas... não creio que, cegos pela moral proibicionista dos nossos tempos, o possam compreender.

Soy una ex fumadora tranquila. Si alguien me pregunta si me molesta que fume delante de mí, o en el salón de mi casa, le respondo que no, y espero de su buen sentido que no me atufe insistentemente la vivienda ni el ropero, que comprenda que no finjo la tos que me entra en seguida e imagine que me pasaré la noche tosiendo. No añoro el cigarrillo, de modo que ver fumar no me tienta. Pero respeto el derecho de cada cual a su espacio -odio la palabra “cubículo”-, a hacer lo que quiera mientras no perjudique a los no fumadores.

Legislar eso está bien: pero no más. Me parece razonable no ser fanático: “¡En mi casa no se fuma!”. Pues no. En mi casa no se asesina ni se roba ni se tortura ni se pega ni se calumnia y, a ser posible, no se miente. Si alguien quiere fumar, fuma. Sin prender un pito con la colilla del otro, claro.

¿Llegará un día en que tendré que ir a declarar a comisaría porque en mi comedor han hallado refugio algunos indeseables que pretendían prolongar el placer de la comida y la compañía encendiendo un cigarrillo? Llegará un día, me temo.

No son apestados. Y no son equivocados con derecho a redención. No estoy en contra de las leyes que prohíben con eficacia la pena de muerte, por ejemplo, pero sí me opongo a la oleada de buenapensancia que nos cubre hasta por encima del cuello. Un bien pensar que no se extiende, por ejemplo, a prohibirle a Díaz Ferrán que contamine con su ejemplo a los empresarios.

Habría que intentar convivir. Pues si lo hacemos con las fábricas de tabaco y los bufetes de abogados que las apoyan, y con los vendedores de cajetillas, y con los beneficiados por los impuestos que generan los fumadores, no sé por qué no tenemos que ser amables con sus víctimas, los fumadores mismos.

Por Maruja Torres

22.10.10

Apontamento realmente pindérico

A cada ano que passa, o jingle do Gran Hermano causa-me mais emoção.

Simplesmente Ricardo

Ele dá-me grandes lições de como tenho de aprender a ouvir sem interromper. Depois, quando é ele que me interrompe e lho digo, não conta, porque estava só a fazer uma observação.

20.10.10

Just for the record

Nem tudo o que uma mulher diz (ou escreve) é sobre, ou tem a ver com, amor. Ou falta dele.

É Natal

Recebi a newsletter de Natal do Ikea, e se eles o dizem, é porque é. Mas continuo chateada porque acabaram com a secção de animais de estimação.

A primeira vez, outras balelas e por fim o dinheiro

A cena da primeira vez ser muito especial é só uma das muitas treta que a sociedade nos vende, quando ainda somos pré-adolescentes. A primeira vez realmente nunca se esquece, mas mais ou menos da mesma forma que nunca se esquece a primeira bebedeira. Ou a primeira gastroenterite a meio das férias. É um acontecimento que, regra geral, ocorre em moldes bastante desajeitados, ausentes de misticismo ou prazer sexual. Tal como a primeira bebedeira ou gastroenterite. Eventualmente, é giro e até pode ser rebelde, como foi a minha, divertida e memorável até. Mas é só isso, não é mais, não há drama, não há the special one, nem aquilo nos vai marcar como pessoas mais que qualquer outra coisa.

Outras muitas tretas nos são injectadas em doses cavalares quando temos 15 anos pelos diversos mecanismos à disposição da sociedade, como filmes, revistas, novelas, jornais. Só para enumerar algumas:  ter uma carreira vai-nos encher de alegria e felicidade e é a coisa mais importante de qualquer fêmea que se preze (excluem-se as fêmeas floreiro) nascida depois da revolução; é possivel andar de saltos agulha e fato executivo todos os dias da nossa vida, e ser-se feliz com os pés todos rebentados; todos os dias vamos chegar a casa do trabalho e, extenuadas mas felizes, teremos imensa vontade de fazer amor (por oposição a dormir); os nossos colegas homens (e mulheres) vão reconhecer a nossa capacidade profissional por encima do nosso decote, sem que para isso tenhamos que rodar a baiana e ser carimbadas de cabras (e eventalemente também frígidas ou taradas, uma das duas de certeza); em cima disto tudo, vamos desejar ter uma dúzia de filhos sem querer também abdicar da carreira, que é tão importante e de novo, nos dá tanto. Ou vice-versa.

Balelas. Ai tantas, tantas. Nada. Só é preciso dinheiro. Quem tem dinheiro, não precisa de carreira (embora, eventualmente, até possa precisar de filhos). Quem tem dinheiro, não tem de pensar nele e pode dedicar a vida a ser infeliz por outros motivos.

Acho piada

As que mais choramingam dos anónimos são as que têm nicknames possantes e famosos, mas, ainda assim, nicknames. Não deixam de ser anónimas. A diferença para as outras? Têm um blog famoso.

18.10.10

Schipol

Nada como chegar três horas adiantada, e o voo atrasar-se duas horas, para ficar a conhecer bem um aeroporto. Conhecer bem, assim ao ponto de já estar tão saturada e aborrecida que decidi ir comer daquelas batatas fritas cheias de maionese nojenta, muito devagarinho, para ajudar a passar o tempo. E como não resultou, a seguir ainda dei 10 euros por uma Elle Deco UK Edition (uma merda, minhas ricas revistinhas espanholas, e baratas).

Falta de educação (tb deve ser da crise)

Vvou-me aos arames quaundo as pessoas me mandam mails, ai quero tanto esse gatinho, bla bla bla, vou ser muito boa dona, e depois de uma série de correios trocados, de repente, deixam de responder. WTF se arranjaram outro entretanto ainda bem, é menos um nas ruas. Agora, deixarem de responder? Há gente mesmo atrasadinha.

Eu bem tentei

Mas não deu, e irrita-me ter ligado o aquecimento já, mas sou assim, friorenta. E além disso, está frio.

Gran Hermano

A casa dos segredos é tipo o gran hermano em 2003.

15.10.10

Ou todos juntos

Todos juntos, na alegria ou na desgraça. A foto ali mais abaixo mostra o final feliz que pode existir se houver quem se mexa em vez de apenas olhar para o lado e dizer ai que fofinhos e tal.

Já o cartaz seguinte mostra o que pode acontecer quando não se faz nada.

Os gatos não têm nacionalidade. Para transferências internacionais:
IBAN: ES 58 2038 1938 14 6000109287

SWIFT: CAHMESMMXXX

11.10.10

7.10.10

Pátria

Ando com umas saudades de Lisboa, pareço emigra de longo curso.

5.10.10

1910

Só agora reparei que hoje é feriado em Portugal. E que é o centenário da república. E que daqui a cinco dias vai estar tudo a fazer a piadinha do 10-10-10, ai ai ai que giro.

Sim, estou ácida. Vou masé bombar HIMYM que já saiu mais um episódio.

Não percebo qual é a dúvida

O estudo ali mais em baixo apenas mostra, sem margem para dúvidas, que um dos principais motivos que levam as pessoas a deixar para trás o seu animal de (suposta) estimação é o facto de mudarem de casa (independentemente de ser o não de país).

Isso para mim parece-me pouca razão para uma pessoa se desfazer de um animal (outro tema é a forma como isso acontece), ou então não os deviam adoptar, logo para começar (comprem um alarme se querem proteger a casa...). Mas, claro, é a minha opinião, e não vou entrar na discussão bloguística mais antiga do mundo, de que se isto é o meu blog and i cry if i want to.

Claro, aqui na Europa subsariana, os normais são esses, eu sou só uma freak que, pertencendo a um casal que vive em países diferentes e a isso foi forçado devido ao fenómeno da emigração, e tendo mudado de casa, entre países e no mesmo país, oito vezes nos últimos cinco anos, ainda assim tem quatro gatos dos quais não pensa desfazer-se quando mudar de casa outra vez.

Reflex

Elas dizem que o professor é parecido com o meu namorado. Huuuummm, é verdade, ambos fazem caretas quando são fotografados.

4.10.10

Abandono animal (inclui abandono "responsável")

Dados de 2009 do estudo da Fundação Affinity:
- mudança de casa: 13.6%
- ninhadas indesejadas: 13.5%
- perda de interesse: 13.3%
- comportamento do animal: 11.7%
- fim da temperada de caça: 11.5%
- factores económicos: 8.7%
- gravidez: 7.1%
- falta de tempo por nascimento de filhos: 6.4%
- morte ou internamento grave: 3.8%
- férias: 3%

Portanto, quase tudo é razão para deixar o animal para trás. A começar por, quem diria, mudança de casa. Deve querer dizer que 13,6% das pessoas quando arranja um cão ou um gato, pensa que vai ficar na mesma casa a vida toda? Não. Simplesmente, não importa, logo se vê. E que tal não o terem, para começar? Que tal pensarem nas consequências? E eu já sei que eles não estão a "abandonar" o animal, mas por cada um que é deixado para trás (mesmo que com novos donos), há milhares a serem abatidos nos canis e outros tantos abandonados "responsavelmente" em associações hiperlotadas e sobreendividadas. Isto nunca acaba.

3.10.10

Asas para voar

Porque é que está tudo a ajudar aquele tipo que quer bazar para a Suiça, se a primeira "coisa" de que se querem ver livres é do cão? Fiquei logo mal disposta.