Regresso a Madrid, mesmo a tempo da vitória do Real e do mais-que-guapo Raúl a beijocar a Cibeles. Não fosse ela uma estátua, a ver se mantinha a pose... 6.5.08
Viva o Real! :)
Regresso a Madrid, mesmo a tempo da vitória do Real e do mais-que-guapo Raúl a beijocar a Cibeles. Não fosse ela uma estátua, a ver se mantinha a pose... 30.4.08
29.4.08
Eu trabalhei aqui...
Assim se passaram dez meses da minha vida, com todos aqueles clichés patéticos da qualidade de vida, longe da confusão das cidades, sem trânsito e sem stress. Balelas. Em Portugal, viver fora de Lisboa é ter de renunciar a quase tudo. Ora, eu prefiro ter acesso a tudo e não ter tempo para metade. Em Sines, eu tinha tempo e aborrecia-me de morte (abençoado Kalorias, acreditem que eles não me pagam pela publicidade, mas aquele ginásio salvou-me a vida).
O trágico – cómico disto tudo é comprovar in loco e na própria pele a incompetência e inaptidão dos recursos humanos da companhia que, na Península Ibérica, é a que mais investe em formação e conhecimento. A mesmíssima Repsol YPF que tão bem intencionada é nos seus estudos de clima laboral e na sua tentativa de gestão por objectivos para premiar o mérito, a grande maioria das vezes só faz merda atrás de merda e consegue por isso dispor de uma grande quantidade de recursos humanos altamente insatisfeitos, que vão ficando sobretudo porque os espanhóis valorizam muito a estabilidade laboral (tiveram 20% de taxa de desemprego nos anos 80 e isso não se esquece facilmente).
Aqueles senhores pagaram-me uma pós-graduação de um ano em Madrid, mais bolsa de estudo, fizeram-me 50 biliões de testes de perfil, disseram-me "não pense que vai trabalhar para Portugal porque nós queremos gente com mobilidade geográfica" (e eu feliz e contente). No fim de tudo, ofereceram-me o posto "técnico de processos em Sines" e que sorte a tua, que vais ficar tão perto de casa e tens uma excelente carreira pela frente, 20 anos de Sines até seres directora do complexo. O raio que os parta. Depois passei o ano a dizer, “mas eu quero estar no estrangeiro agora”. “Eu também posso trabalhar em projectos relacionados com Sines, mas em Madrid”. Em troca, o melhor que consegui foi o comentário "tu tens muita pressa, daqui a dez anos vais ver que já viajas a Madrid".
E portanto, quando recebi um telefonema de outra empresa a perguntar "Ainda está interessada em viver e trabalhar em Madrid?", não tive grandes dúvidas nem grandes dilemas existenciais.
Faz agora um ano que entreguei a minha carta de demissão. O mesmo director de RH que me contratou disse-me "nós sabíamos que o teu perfil se enquadrava mais para os escritórios centrais, a gerir um grupo de pessoas, mas agora precisávamos de gente aqui." Numa entrevista de saída que fiz com um tipo de Madrid, ele agradeceu-me imenso a clareza com que lhe tinha explicado toda a situação, que batia tudo certo com os números que tinha, mas agora conseguia compreender o que realmente se passava. E que achava que eu tinha muito jeito para recursos humanos (medo).
No mês passado, soube que a Repsol trouxe, da Argentina para Madrid, mais uma pessoa para a gestão do projecto de Sines. Ri-me. Tontos. Podia ter sido eu, ficava-lhes mais barato e não tinham perdido um recurso humano em quem gastaram o que gastaram e que, caso tivessem feito as coisas bem feitas, teria sido o trabalhador mais dedicado do mundo. E, quando penso nisto, sei qual foi o meu erro: ter vontade própria. Nunca gostei que me impusessem nada.
28.4.08
24.4.08
Os caracóis também fazem amor
Todo, todo, todo, todo, yo quiero contigo todo. Poco, muy poco a poco, poco, que venga la magia y estemos solos, solos, solos, solos, yo quiero contigo sólo, solos rozándonos todo, sudando, cachondos, volviéndonos locos, teniendo cachorros, clavarnos los ojos, bebernos a morro.
23.4.08
Dia do Livro

E porque hoje é o Dia do Livro, aproveitei para comprar a recém-lançada sequela do bestseller "La sombra del Viento", o primeiro livro que li em espanhol. Lindo lindo lindo. Mal posso esperar por começar o "El juego del ángel". Aliás, é mesmo isso que vou fazer. Vou ler. Até logo!
22.4.08
16.4.08
Arte?
Pode ser a fotografia considerada arte? A discussão continua viva nos nossos dias... em relação a esta foto, não sei se é arte, mas é um bonito nu. E, por sinal, de luxo:foi leiloado pela simbólica quantia de $91000.
15.4.08
Anúncio de Emprego
Como se pode ver, oportunidades não faltam por estas bandas (os 8% de desemprego é tudo malta da construção e das imobiliárias). Se até têm de pagar para arranjar alguém que se disponha a parasitar pelo mundial de Fórmula 1 durante uns meses, já podem imaginar...Mas pensando bem, isto não é pêra doce. Este ingénuo e simpático anúncio é um autêntico lobo com pele de cordeiro. Analisemos em detalhe os requisitos do posto: para começar, "Ser autêntico fã do Fernando Alonso."... hum... difícil. Da maneira que aquele gajo é enjoadinho e mimado? Quem é que os vai convencer que é um verdadeiro fã? Já vão ver, ao fim de uma semana andam o Alonso e o fã à estalada por tudo e por nada.
"Aptitudes comunicativas y de relación, don de gente." Lá está, aqui já estão, subliminarmente, a avisar, há que ter paciência para o Alonso, falar-lhe com jeitinho, fazer-lhe as vontadinhas... não tem nada a ver com andar na boa vai ela com as jeitosas das promotoras, não não, isso é o que os da ING querem que o pobre desempregado pense, aldrabões.
"Disponibilidad para viajar con el equipo alrededor del mundo." Gente parasita e gente com vontade de parasitar abunda, mas que reúna também as anteriores condições? A ING nem sabe a alhada em que se meteu ao prometer um fã de estimação ao Alonso.
Bom, eu publico o anúncio porque sei que as coisas não andam muito bem por terras lusas, talvez encha as medidas a alguém... mas o aviso fica dado: cuidado com o que desejam. Se, ainda assim, quiserem mandar CV, não venham depois com lamentações. Já dizia o meu amigo Hélder, "cada um tem o que merece" (que frase mais estúpida, por certo).
12.4.08
Bons ventos
11.4.08
A minha vida...
9.4.08
Controvérsia
Acho que não se nota muito, mas eu adoro fotografia. Mas gosto sobretudo da fotografia pelas palavras que são ditas sem serem escritas, por tudo o que uma foto pode encerrar de significado e de história. É por isso que é-me difícil gostar de uma foto que seja simplesmente bonita (mesmo que sejam de gatinhos) e, ao invés, tenho uma espécie de reacção pavloviana a uma foto forte, sinto-me a salivar e fico excitada com a quantidade de sinapses, que, de repente, o meu cérebro bombardeia.
Lembro-me que, há uns anos, no âmbito de uma cadeira opcional chamada Limites da Ciência - Arte, Tecnologia e Sociedade (vulgo ECATS, que saudades do Jorge Calado), fiz um trabalho sobre a obra Alice no País das Maravilhas. Fartei-me de ler coisas sobre o Lewis Carroll, e no meio de tudo aquilo comprei um livro chamado Meninas. Ora, para quem não sabe, Lewis Carroll gostava muito de meninas. Alice no País das Maravilhas foi baseado e escrito para Alice Lidell, que Lewis costumava levar ao teatro, a beber chá, etc. Quando os meus olhos se pousaram naquele livro, repleto de fotos de meninas (inclusivamente alguns nus), não pude resistir-me a um sentimento de nojo profundo, porque, sinceramente, aquilo não me pareceu mais que pedofilia disfarçada de, de, de... não sei, nem sei bem o que senti.
Mas claro, isto é um sintoma dos nossos dias. Há dez anos, quantos portugueses de classe média conheciam a palavra pedofilia? Hoje tudo se tornou um tabu, e não é que as coisas aconteçam mais, é simplesmente porque agora as notícias circulam. Todo e qualquer gesto em relação a uma criança passou a ser visto com desconfiança, e eu nem sequer o posso criticar, é compreensível.
Mas não sei, ao mesmo tempo não sei o que pensar. Não sou psicóloga, não estudo o comportamento humano, mas eu gostava tanto dos desenhos animados da Alice que a mera possibilidade (não comprovada) de que aquilo tudo pudesse ter, por trás, uma história de abuso sexual de menores, irrita-me e baralha-me os valores. (Mas isto também é outro problema nosso, tendemos a imaginar os artistas e cientistas como pessoas "boas", mas normalmente só a sua obra foi boa, a maioria foram - e são - uns filhos da puta.)
Nesta exposição estão muitos tipos de fotos controversas. Lembram-se da foto da freira a beijar o padre, da Benetton? A mão "arrancada" de um qualquer corpo do 11 de Setembro, que quebrou o acordo de se não mostrarem os mortos na imprensa? Mas também lá estão nus de meninas, (passe a controvérsia) escolha lógica e acertada dada a actual importância do tema, tão discutido, tão debatido e teorizado, da pedofilia.
Está lá a Brooke Shields (aos dez anos e com cara de adulta!), mas chamou-me mais a atenção a foto de um americano, Jock Sturges, especialista em nus de adolescentes que teve inúmeros problemas com a justiça e que finalmente viu reconhecida em tribunal a natureza artística do seu trabalho. A propósito disto, afirmou que seria impossível voltar a fazer as suas fotos no "mundo actual".
O que me leva a questionar: em parte, não será nosso o problema? Não está o nosso "mundo actual" a ver pecados em tudo? A proibir em demasia? Será que, realmente, tudo o que se decide que é mau é realmente mau? Ou será que é apenas um artifício para pensarmos que assim estamos mais protegidos contra o "verdadeiramente" mau e contra os "verdadeiros" maus? Contas feitas, estaremos mesmo?
8.4.08
Arroz grátis
Há uma maneira muito fácil e original de ajudar. Ainda por cima divertida. E ainda por cima aprendemos.
Há pouco descobri o Free Rice, um site onde, além de se aprender montões de vocabulário (ou pelo menos comprovar o que se sabe), estamos a ajudar activamente na luta contra a fome e a pobreza extremas.
É ver para crer. Ainda por cima, viciante.

7.4.08
Foi há um ano...
2.4.08
A fiesta nunca acaba!
1.4.08
Mais uma boa razão para passar por Madrid...
... pode ser que se cruzem com esta menina, à saída das suas aulas de representação.30.3.08
Seis insignificâncias sobre mim
29.3.08
Back
Não percebo, há dentro de mim duas saudades que me atormentam: a saudade do emigrante e a saudade do retornado. São saudades contrárias e poderosas, assim que, esteja onde estiver, tenho sempre saudades de alguma coisa. Raio de alma lusitana a minha. Isto é fado.
Quando voltei para Portugal, depois das minhas estadias na Bélgica (em 2005) e em Espanha (em 2006), não via a hora de me ir embora. Sentia-me constantemente defraudada com o meu país, achava que só fora podia ser feliz e crescer sob todos os pontos de vista fora de Portugal. E por isso voltei a sair. E sei que pelo menos por mais alguns anos serei uma emigra feliz e realizada. Mas quando passo uns dias na minha Lisboa linda e preciosa, custa-me tanto voltar... parece sempre que é pouco.
Às vezes penso que devia ir menos vezes para não me acontecer isto. Mas não posso, não posso... Seja como for, o sítio onde gosto mais de acordar continua a ser na minha caminha que está em casa dos meus pais. É a felicidade mais tranquila que tenho, aquela cama. Sei que ali poderei sempre voltar, aconteça o que acontecer. E afinal, não é a isso que se chama lar?
20.3.08
Já cá estou...

16.3.08
Eu dou que pensar...

13.3.08
9.3.08
Viva o Chiki Chiki!
7.3.08
Raio de semana...
4.3.08
Chamem-lhe um "susto"
Eu sinceramente não sei o que dizer disto. Parece-me que, à partida, com ventos laterais desta dimensão, a torre de controlo nem sequer deveria ter autorizado a aterragem. De facto, depois desta primeira tentativa falhada, o avião aterrou numa pista perpendicular a esta (ou seja, com os ventos de frente). Agora, lá que a manobra é bonita, lá isso é. Mas se eu estivesse neste avião tinha-me dado uma coisinha má. Odeio aterragens. A malta vem toda relaxada, que já se está tão pertinho do chão e tal, e eu sempre a pensar nas múltiplas possibilidades de acidentes na aterragem. Lembro-me sempre que quando andava de mota, só tinha problemas quando tinha de parar (era quando me dava conta que a mota pesava, e muito)!
3.3.08
O meu próximo companheiro de casa...
2.3.08
Neve 2008

Pelas fotos a diferença nem parece substancial. Mas acreditem, é. O bosque, a minha pista preferida dos meus tempos de maçarica, era este ano gelo com pequenos lagos no meio. E bocados de montanha a espreitar por entre eles. Uma maravilha. Vê-se mesmo que muitas das pistas estavam abertas para poder pôr essa informação no site de Grandvalira. Ladrões, deviam ser processados por terem o descaramento de classificar o estado da neve como "neve polvo". Enfim, por sorte acima dos 2200 m estava-se melhorzinho, havia neve e sol, uma maravilha. Foi bom voltar. Ainda que se note, que, enfim, os anos pesam... já não tenho 20... snif, snif...





