9.5.10

A chair is a chair

Eu adoro cadeiras. Pronto, é isto. Não há peça de mobiliário, para mim, tão à nossa imagem e semelhança. Mesmo as camas, essenciais à nossa (feliz) existência, têm na sua génese a posição horizontal e esse factor trás-me sempre à ideia a morte, conceito sobre o qual  não me sinto particularmente cómoda em elaborar. Mas as cadeiras... ah, as cadeiras, há tantas e de tantas formas e cores e materiais, e todas têm braços e pernas e ombros e costas, tal como nós. Deve ser por isto que eu vejo sempre numa cadeira, mesmo quando é uma cadeira desprezada e posta de lado, um potencial de reaproveitamento e de reutilização praticamente infinito. A verdade é que provavelmente usamos muito mais tempo da nossa vida sentados, que a andar ou deitados.

Estas, por exemplo, são lindas e mais velhas que eu. Mereciam mais mimos, uma pintura nova quiçá, mas o tempo nunca abunda, e bom, um tecido novo faz milagres...

Antes e depois - pronta para outra!

2 comentários:

Rita Maria disse...

Está fantástica, faz-me lembrar o poderosa que me senti quando comprei a minha pistola de agrafos e forrei a minha primeira cadeira...tac, sou a super-mulher, tac, tac, isto é mesmo fácil, tac, tac, que bonita, tac, tac, hurray!

Maggie disse...

Eh eh eu tb curto bué a parte do agrafar, mas aquilo é um bocado perigoso, é preciso ter cuidadinho para não agrafar os dedos tb!